SUSTENTABILIDADE  EM PROJETOS DE INTERIORES: Existe um caminho.

Quando pensamos em projeto de interiores de um ambiente, geralmente imagens de luxo, beleza, grande utilização de pedras, madeira e itens de decoração veem à nossa mente.Ou seja, nos parece impossível aplicar a sustentabilidade por aqui. Quando nos propomos a desenvolver um projeto de interiores com a sustentabilidade em mente, precisamos repensar alguns pontos e nos questionamos sobre esse modelo padrão das nossas escolhas influenciadas por imagens diárias que associamos com arquitetura de interiores.

É neste momento que percebemos que além de termos beleza e custo como critérios, precisamos analisar os impactos positivos e negativos que cada material utilizado em um projeto pode vir causar na sociedade ou até mesmo na nossa qualidade de vida como usuário do espaço que estamos criando.

Atualmente, a base do desenvolvimento sustentável de um projeto de design de interiores traduz-se como desenvolvimento durável. Ou seja, nos referimos a materiais que tem uma  vida útil,que seja muito maior do que outros

E atenção, arquitetura de interiores sustentável não se resume à reutilização de insumos com a decoração sustentável, como por exemplo a utilização em novas formas de móveis de paletes, caixotes ou pneus por exemplo. A arquitetura sustentável está muito além deste “upcycle” que damos a alguns materiais.

Uma arquitetura de interiores sustentável deve levar em consideração alguns pontos, veja abaixo 3 pontos que listamos como os mais impactantes para um bom projeto:

1- Atenção às necessidades humanas

Todo mundo quer um banho quentinho, uma casa bem iluminada, um ambiente aconchegante. Por isso, no momento de projetar de forma sustentável, analisar a maneira como os sistemas utilizados para nos trazer estes confortos funcionam é essencial. Produtos com selos de eficiência Procel (INMETRO), metais com dispositivos economizadores de água e lâmpadas com baixo consumo terão um menor ou maior impacto ambiental, determinando, ainda, qual será a influência financeira nas contas do fim do mês.

Dispositivos economizadores de água para metais. Fonte: Google imagens
Selo Procel

2- Preferir materiais com conteúdo reciclado, mas principalmente, recicláveis.

Uma das características mais estimuladas na escolha de materiais sustentáveis é escolher produtos com conteúdo reciclado. Mas é preciso observar três coisas importantes:

É pertinente?

Possuir conteúdo reciclado é pertinente àquele produto? Nem todo produto pode ter conteúdo reciclado ou pode possuir altos teores de conteúdo reciclado, por causa da qualidade e segurança do produto. Existem normas que determinam as porcentagens de escória para cada tipo de cimento, por exemplo. E ainda não é recomendado tubulações de água e fiação elétrica com conteúdo recic

lado.

É tóxico?

Nem todo resíduo precisa ou pode ser incorporado em um novo produto. Em ambientes internos, por exemplo, alguns elementos podem ser tóxicos, como pisos fabricados com resíduo de pneu.

É reciclável?

Por fim, nem todo produto com conteúdo reciclado é reciclável. O conceito de nutriente técnico e biológico pode ajudar na escolha. Um nutriente técnico é um insumo que poderá ser reciclado quimicamente ou mecanicamente em uma fábrica como, por exemplo, metais, plásticos e vidros.

Um nutriente biológico poderá ser restaurado pela compostagem ou pode ser biodegradável, como algodão e madeira (sem tratamento). Produtos que misturam nutrientes técnicos e biológicos, como tecidos com PET e algodão, telhas de papel reciclado com betume e placas de compósitos de papel, plástico e alumínio, inviabilizam a reciclagem, necessitando uma tecnologia de reciclagem e logística reversa especiais e muitas vezes, inviável.

Símbolo reciclagem.

3- Jardim ou plantas internas? Como escolher de forma apropriada.

Trazer a natureza para nossos ambientes internos sempre traz  boas energias e animam o ambiente, mas antes de colocar qualquer folhagem ou árvore internamente é necessário alguns cuidados:

Busque sempre utilizar espécies nativas regionais e nunca use espécies invasoras.

Plantas nativas terão menor manutenção e menor consumo de água, além de promoverem a biodiversidade local.

Escolha de espécies adequadas ao local: avalie primeiramente a luz do ambiente para especificar plantas de sombra, meia-sombra ou sol.

Escolha um local viável para instalar um jardim interno ou parede verde.O ambiente precisa receber alguma iluminação natural. Espaços sem acesso a aberturas poderão até receber plantas, mas será necessária a instalação de iluminação especial, que produza pouco calor e forneça luz nos comprimentos de onda que são mais utilizadas no processo de clorofila da planta. Ainda, isso poderá não ser suficiente para a sobrevivência e beleza da vegetação

Vegetação em ambientes internos. Fonte: Google imagens

Para você que quer ter um ambiente além de moderno, saudável e ecologicamente correto, vale seguir os caminhos do design de interiores sustentável. E fica a dica: Ao contrário dos modismos da área, que impactam o meio ambiente pelo uso exaustivo de um mesmo material por uma grande quantidade de pessoas, um projeto de design que tem por objetivo ser realmente sustentável deve ser capaz de trilhar o caminho do bom senso, prezando pelo equilíbrio e sem jamais cometer exageros. (Marisa Murta, Arq. E Urb.)


Fontes : http://www.temsustentavel.com.br/design-de-interiores-sustentavel/

5 ESTRATÉGIAS DE SUSTENTABILIDADE PARA PROJETOS DE INTERIORES


Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC


 

Laje nervurada , você precisa conhecer!

Você acha que a utilização da técnica de Laje Nervurada é nova?? Engana-se, pois apesar de os fatos históricos serem imprecisos, sabe-se que em 1854, William Boutland Wilkinson patenteou um sistema em concreto armado de pequenas vigas regularmente espaçadas, onde os vazios entre as nervuras foram obtidos pela colocação de moldes de gesso, sendo uma fina capa de concreto executada como plano de piso,dando portanto início definitivo ao uso deste técnica.



Mas o que são Lajes Nervuradas?

Uma laje nervurada é constituída por um conjunto de vigas que se cruzam, solidarizadas pela mesa. Esse elemento estrutural tem comportamento intermediário entre o de laje maciça e o de grelha.Segundo a NBR 6118:2003, lajes nervuradas são “lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração é constituída por nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte.”

Tipos de lajes nervuradas:

Moldadas no local ou com molduras pré-fabricadas;
Mesa única ou caixão perdido;
Com ou sem capitéis e/ou vigas-faixa.

Dispostas em grandes ou pequenos vãos, em residências ou edifícios, as lajes nervuradas proporcionam economia às construções. Esse sistema utiliza pouco concreto no fundo da laje – que abraça a armadura localizada nas nervuras.

É até comum notar, por debaixo dessas lajes, espaços vazios que eram ocupados, durante a concretagem, por moldes plásticos com formas curvas — também conhecidos como cubetas. Na maioria dos casos, são moldadas in loco com fôrmas. Mas também podem apropriar-se de vigotas pré-moldadas de concreto comum ou protendido que dispensam o uso de fôrmas. Nesse caso, após a concretagem, as vigotas assumem o papel das nervuras.

Comparação entre laje nervurada e laje maciça Fonte: http://www.atex.com.br/pt/formas/laje-nervurada/

Esta tecnologia construtiva chega a reduzir o consumo de aço e concreto em até 30%, diminuindo também o peso total da estrutura.

As lajes nervuradas de concreto podem ser obtidas por meio da utilização de cubetas plásticas, blocos de isopor, blocos cerâmicos ou blocos de concreto leve e podem ser empregadas em qualquer tipo de obra, desde edificações térreas até as de vários pavimentos.

De maneira geral as lajes nervuradas possuem um bom desempenho acústico e térmico e não deixam a desejar em relação às lajes maciças. Em relação ao desempenho térmico passam a ser condicionantes as questões relativas à resistência ao fogo que, por sua vez, pode conduzir a dimensões mais onerosas do que as normalmente necessárias em situações convencionais.

Grandes Vãos

Lajes maciças demandam grande consumo de concreto e, consequentemente, peso próprio elevado. Já as lajes nervuradas, mesmo com alturas maiores, são mais leves que as convencionais, reduzindo os esforços nas vigas, pilares e fundações. Resumidamente, para grandes vãos, o emprego das lajes nervuradas é mais indicado.

Grande vão utilizando Laje Nervurada Fonte:http://www.atex.com.br/pt/formas/laje-nervurada/

Como o consumo de aço e concreto das nervuradas é menor do que o das maciças, quanto maior o vão, mais econômico sairá o projeto.

A laje nervurada foi a escolhida para a execução de um dos nossos projetos arquitetônicos aqui em Caxias do Sul em uma obra comercial de reforma de edificação que necessitava de grandes vãos com poucos pilares dispostos pelo ambiente. Dá uma olhada nas fotos!

Laje Nervurada – Obra Caxias do Sul Fonte: Arquivo Pessoal
Laje Nervurada – Obra Caxias do Sul Fonte: Arquivo Pessoal

 Fontes:

https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/laje-nervurada-e-solucao-agil-e-economica_8593_10_0

https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/lajes-nervuradas-garantem-economia-a-construcao_11026_0_1

LAJES MACIÇAS DE CONCRETO ARMADO

Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Pintando azulejo-Reforma sem obra

Está cansado das estampas antigas do seu azulejo? Ou quer  disfarçar algumas manchas do tempo ou até eliminar a aparência da cerâmica? Tudo isso é possível, pintando os azulejos, desde que com a tinta certa.

Muitas vezes somos paralisados por falta de informação na hora de realizar uma reforma, e logo largamos aquela conhecida frase : “Nada de quebra-quebra!”

Aí que entra a reforma sem “obra”, podemos renovar o azulejo destes ambientes e sim, acredite, é bem mais simples do que parece.

Assim como quando queremos renovar um ambiente começamos pela pintura podemos utilizar a mesma técnica nos azulejos do nosso banheiro e cozinha. Mas atenção, a tinta precisa ser específica para esse trabalho.

azulejos renovados com tinta
Pintando azulejo

Como funciona?

Para que a solução funcione bem, as peças cerâmicas devem estar inteiras, assim como os rejuntes, e firmes na parede. Caso contrário, a tinta não se fixará adequadamente e o trabalho poderá se perder. Até o início dos anos 2000, era raro encontrar produtos específicos a esse fim. A solução consistia em improvisar com a cara tinta automotiva.

Hoje, o mercado dá conta de atender à demanda e apresenta opções elaboradas, tratam-se de tintas epóxi que podem ser à base do próprio epóxi (ou seja, diluível com solventes, oferecendo resistência máxima), epóxi à base de água (diluível com água) ou tinta acrílica (também diluível com água).

A tinta epóxi à base de água pode ser monocomponente (que já vem com catalisador para aumentar a aderência do produto ao substrato) ou bicomponente (necessita da adição do catalisador).

O catalisador é importante, pois, dependendo dele, a tinta poderá ou não ser aplicada em azulejos localizados em áreas sujeitas à umidade – o interior de um box, por exemplo.

A tinta Epóxi Catalisável, da Lukscolor, por exemplo, oferece o catalisador tipo amida para áreas secas e o tipo amina para locais úmidos.

Já a Suvinil Epóxi Tinta bicomponente e a Wandepoxy, da Corla Epóxi bicomponente, vendem as duas partes – tinta e catalisador – separadamente.

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Exemplo de tinta Epóxi

Tintas bicomponentes requerem uma pausa de 20 minutos depois de preparadas; só então podem ser utilizadas. São muito resistentes, mas podem amarelar quando a cor é clara, além de possuírem cheiro forte.

Além disso, se a bicomponente for a sua opção, considere chamar mão-de-obra especializada para pintar os azulejos: ela é mais difícil de lidar.

Portanto para áreas úmidas as opções são tintas epóxi com base epóxi ou água – mas procure especificações na embalagem. A Suvinil, por exemplo, possui uma tinta esmalte epóxi resistente à água.

As tintas epóxi monocomponentes possuem maior variedade de cores, que ficam estáveis, sem sofrer variações, e odor fraco. Elas ficam restritas a áreas secas, assim como as acrílicas para azulejos.

Tirando relevo do azulejo

Existe ainda a possibilidade de transformar a sua superfície de azulejos numa completamente lisa. Nesta técnica é necessário cobrir os azulejos com uma camada de massa acrílica (a corrida não adere à cerâmica) e após a secagem  e lixamento é feita a aplicação  da tinta de sua preferência, que não precisa ser especial para azulejos.

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Fonte: https://casa.abril.com.br/materiais-construcao/como-pintar-os-azulejos-e-renovar-cozinhas-ou-banheiro/

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Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Escolhendo o terreno ideal – Check List

Você decidiu que quer uma casa.Está pensando em comprar o terreno.

Isso é muito legal!

Mas deve estar se perguntando. “Ok, mas e aonde é o melhor local para construir?”

Bom, como tudo na vida, existem muitas variáveis para essa pergunta apor isso, resolvemos ajudar você a organizar o pensamento e colocar na ponta do lápis alguns pontos estratégicos na hora de escolher o local para construir seu tão sonhado lar.

Dá uma olhada no nosso check-list e que comecem as buscas pelo melhor terreno!

Check List – O terreno Ideal

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Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Condomínio Fechado ou Loteamento – Saiba as diferenças antes de investir

Muitas vezes, definir pela escolha de uma casa ou apartamento já é algo que tira nosso sono. Mesmo depois de decidir pela construção da sua tão sonhada casa, muitos clientes chegam até mim com uma dúvida muito frequente sobre aonde comprar um terreno: Condomínio fechado ou loteamento?

Claro que o ponto alto pela escolha é agregar ao sonho da casa própria a ideia de segurança, espaço aberto e verde e privacidade. Mas afinal, quais as principais diferenças entre condomínio fechado e loteamento? Separamos 5 pontos para você entender um pouco melhor.

1. Legislação

Primeiramente a diferença entre um condomínio e um loteamento começa pela legislação, já que cada um desses empreendimentos possui sua lei específica.

Atenção para legislação!
Fonte: Google imagens

lei 6.766/79 responsável pelo loteamento considera o mesmo como uma subdivisão de gleba em lotes para finalidade de edificação, sujeita a abertura de novas vias, de logradouros públicos, modificação e ampliação ou prolongamento de vias existentes.

A lei 4.591/64 é restrita à condomínios fechados, os quais correspondem por edificações ou conjunto de edificações com um ou mais pavimentos, construídos na forma de unidades isoladas entre si, para fins residenciais ou não.

O condomínio também é regido pelo Código Civil (artigos 1331 a 1358).

Diferente da lei de loteamentos que é bastante ampla, a lei de condomínios dispõe de normas específicas somente para esse tipo de empreendimento.

2. Espaços

Os espaços que fazem parte de condomínios e loteamentos possuem funções bem diferentes.

Em um condomínio, todas as áreas adquiridas no conjunto – lote, construção, ruas, áreas de lazer – são privadas, ou seja, pertencem aos seus proprietários.Ao comprar um terreno em um condomínio fechado, você estará adquirindo a fração ideal da área, o que abrange, além do terreno de uso privativo, espaços de uso comum como a estrutura de lazer (quadras, playground, piscina, salão de festas), áreas verdes, praças e as vias de acesso. Existe controle de acesso, ou seja, só podem entrar no condomínio as pessoas autorizadas por moradores e responsáveis pela administração.

Em um empreendimento de loteamento, somente o lote é considerado propriedade privada, enquanto que as demais áreas são públicas – de uso de toda a população – e ficam sujeitas ao controle da Prefeitura Municipal. O que poderá ocorrer é um controle de circulação, ou seja, para quem não reside ou trabalha no loteamento fechado, a entrada é liberada mediante apresentação de documentos.

3. Acessos

Pegando o gancho sobre questão de acesso, os acessos a um condomínio sempre serão restritos aos proprietários das unidades, enquanto que no loteamento fechado a entrada deve ser livre para qualquer pessoa. Embora as vias e espaços externos de um loteamento sejam consideradas de uso público, algumas prefeituras permitem que estes façam um controle de acesso por meio de cercamento com guarita e serviço de identificação, o que dá ao porteiro a permissão para acompanhar qualquer pessoa no seu trajeto até uma determinada unidade comercial/residencial.

4. Manutenção

No loteamento, a lei não prevê a cobrança de taxas de manutenção, porém, permite aos moradores a criação de uma associação para otimizar serviços por meio de contribuição financeira. Cabe a cada morador a vontade de aderir ao grupo associado, ou seja, não há obrigação de participar do mesmo.[

Já em empreendimentos de condomínio, a lei estabelece obrigatoriedade de pagamento de taxa de manutenção das áreas de uso comum. Nesse tipo de empreendimento, o morador que não custear o valor estará sujeito a perder seu patrimônio para quitar a dívida com o condomínio.

É preciso lembrar que, em um condomínio, a segurança, limpeza, área comum, energia, tudo está incluso no valor do condomínio e por isso ele pode até ser mais caro em uma breve análise. Entretanto, se a sua escolha for morar em uma casa em loteamento que não tenha nenhuma forma de taxa de manutenção, com o tempo também será necessário fazer a manutenção do seu imóvel. Assim a variação dos custos acaba se assemelhando.

5. Administração

Devido à existência de infraestrutura de uso comum dos condôminos, o condomínio precisa ter uma administração para controlar a arrecadação da taxa mensal e gerenciar os serviços de manutenção. Tudo isso é realizado pelo síndico. No loteamento, o administrador pode existir quando há uma associação encarregada de prestar serviços aos proprietários.

Quem mora em condomínio tem que seguir o que for decidido em convenção e o que estiver contido no regulamento interno. Já os moradores de loteamento fechado seguem os dispositivos do estatuto social. O Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) é cobrado sobre a fração ideal de imóvel em condomínio fechado (isto inclui as áreas privativa e comum). O morador de loteamento fechado paga IPTU relativo ao seu imóvel (terreno ou terreno + casa), pois as áreas comuns são consideradas públicas.

Para finalizar: Segurança no momento da compra

Embora sejam instituições jurídicas diferentes em sua estrutura geral, os condomínios e loteamentos fechados também podem apresentar semelhanças que dificultam a percepção de possíveis interessados em adquirir uma unidade.


Fonte: Google imagens

Assim, para ter total certeza sobre a denominação de um empreendimento, ou seja, para saber se ele é considerado um condomínio ou loteamento, basta verificar o registro feito pelo dono do mesmo no cartório e na prefeitura.

Uma dica super importante, antes de comprar um lote, independente do local é saber a natureza do empreendimento para evitar surpresas. O ideal é buscar informações no cartório de registro de imóveis, pois na certidão constatará se o lote que você está comprando é em um loteamento ou condomínio fechado e principalmente se há débitos no nome do empreendedores ou algum processo em andamento.

A matéria de hoje é uma sugestão de nossos leitores. Tem uma sugestão ou dúvida que quer ver aqui no nosso blog? Deixe seu comentário!

Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta e urbanista, acreditada LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

México – Uma viagem de cinema!

Foi ao som de Sam Smith e através das telonas no filme 007 Spectre que eu planejei minha última viagem.Para quem  não sabe do que estou falando, neste filme nosso querido 007 utiliza as belezas da Praça do Zócalo na cidade do México para uma cena de quase cinco minutos em um desfile do Dia dos Mortos na capital mexicana.

Além de ter despertado toda minha curiosidade para esta cultura neste filme, há tempos já queria visitar o México pela curiosidade que sempre tive nas civilizações pré-colombianas que ali viveram e todo o legado deixado por eles.

PRIMEIRA PARADA:Cidade do México

Na Cidade do México meu maior interesse era observar e entender a cultura em torno da celebração do Dia dos Mortos.No México, o dia dos mortos é uma celebração de origem indígena, que honra os falecidos no dia 2 de novembro. A UNESCO declarou-a como Património Imaterial da HumanidadeÉ uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces. Segundo a crença popular, nos dias 1 e 2, chamados de Días de Muertos, os mortos têm permissão divina para visitar parentes e amigos. Por isso, as pessoas enfeitam suas casas com flores, velas e incensos, e preparam as comidas preferidas dos que já partiram. As pessoas fazem máscaras de caveira, vestem roupas com esqueletos pintados ou se fantasiam de morte.

E realmente foi maravilhoso!Por todo lado que você olha, há cores, detalhes e vida!

México – Mil encantos

 

Além de visitar todas os pontos turísticos da cidade, ainda sobrou um tempinho para ir na icônica Lucha Libre e ver maravilhas da arquitetura contemporânea como o Museu Soumaya.

Lucha Libre / Museou Soumaya
Arquitetura Sustentável

SEGUNDA PARADA:Teotihuacan – Pirâmides

Em busca das civilizações que construíram o México, comecei pelo que que hoje é conhecida como o local de muitas das pirâmides mesoamericanas mais arquitetonicamente significativas construídas na América pré-colombiana: Teotihuacan.

A 48km da Cidade do México, no atual município de San Juan Teotihuacán, no estado do México, Teotihuacan, foi um centro urbano da Mesoamérica pré-colombiana.

O sítio possui um urbanismo sofisticado. A estrutura da cidade reflete a inteligência e força do povo.Muito antes de os astecas chegarem ao Vale do México, Teotihuacan era o centro de um império sem rivais na região. No seu apogeu, entre os séculos 3 e 7 da nossa era, a metrópole chegou ter 200 mil habitantes, uma população urbana sem paralelo em qualquer outro ponto do mundo naquele tempo.

Ali encontramos duas pirâmides. A Pirâmide do Sol é a terceira maior do mundo e foi construída no século II d.C. Tem 225m de lado e 65 de altura. A outra, a Pirâmide da Lua, por mais que seja menor que a do Sol, tem o vértice na mesma altura visto que está localizada em um terreno mais elevado. Tem 45m de altura e junto e desde a sua base, inicia-se o percurso da Calçada da Morte. Além das pirâmides, o sítio arqueológico guarda muitos outros mistérios como o Palácio Quetzalpapalotl, a ruína das casas e labirintos. Outra curiosidade é que em 1998 foram encontrados vestígios humanos e oferendas na Pirâmide da Lua.

Diz a lenda que a pirâmide da Lua suga a energia das pessoas e a do Sol, revigora. Com certeza, fiquei uns minutinhos a mais lá em cima na pirâmide do Sol para voltar cheia de boas energias!

Pirâmide do Sol e da Lua

TERCEIRA PARADA:Cancun – Chichen Itza

Para fechar com chave de ouro, alguns dias na maravilhosa cidade de Cancun. Projetada especialmente para ser um dos maiores pontos turísticos do México, teve sua fundação em 1970 e atualmente, nos cerca de 22km de prais de areia fina a península é diariamente visitada por milhões de turistas.

Além das belezas naturais, Cancun conseguiu preservar suas belezas naturais e sua cultura ancestral, representada principalmente em cidades maias, como Tulum, Uxmal ou Chichén Itzá, fundadas no período pré-colombiano.Os maias foram uma das principais civilizações pré-colombianas e formaram uma sociedade dinâmica, com conhecimentos extensos da matemática e arquitetura à astronomia. Seu domínio se estendeu por territórios que hoje formam a América Central e pela Península de Yucatán, a ponta caribenha do México, cuja porta de entrada é Cancún. Alguns dos maiores sítios arqueológicos com ruínas e pirâmides dessa civilização estão em terras mexicanas.

Um desses sítios são as ruínas da cidade de Chichén Itzá  que era um dos maiores centros urbanos dos maias.A principal atração é a grande Pirâmide Maia, denominada de El Castillo, é o Templo de Kukulcán, o Deus maior dos maias. Fica sitiada no centro da cidade maia e possui 30 metros de altura.Simplesmente maravilhoso. Não é a toa que Chichén Itzá foi eleito em 2007, pelos organizadores da campanha New7Wonders, uma das novas sete maravilhas do mundo.

Pirâmide de Chichen Itzá

Ao me despedir do México me restou mais um aprendizado, a de que as culturas que construíram estes locais tinham como objetivos norteadores das suas obras e estilo de vida o respeito pela natureza e por tudo o que ela pode nos propiciar .Não estamos falando de religião, ou culto, mas sim de algo maior que nós, que somente a natureza pode nos mostrar, algo que podemos além de tudo sentir!

Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Acessibilidade e Ergonomia: Pense nisso

Acessibilidade? Não, eu não preciso pensar nisso agora querido arquiteto.

Por que me preocupar agora com questões de tamanho de portas, escadas ou acessos da minha casa se estou em perfeita forma físicas,  na flor da idade, com apenas 34 anos e estou com toda a disposição possível? Vamos para o próximo assunto…..

É assim que você reage quando o assunto acessibilidade é abordado? Ainda acha que é um assunto abordado só com pessoas idosas ou com mobilidade reduzida? Hum, hora de repensar.

Segundo a NBR 9050: Norma Técnica para acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos “Pessoa com mobilidade reduzida é aquela que, temporária ou permanentemente, tem limitada sua capacidade de relacionar-se com o meio e de utilizá-lo. Pode ser pessoa com deficiência, idosa, obesa, gestante ou fraturada, incluindo também pessoas fora do padrão antropométrico médio, além de crianças até seis anos e do idoso regular acima de 60 anos de idade.”

Vamos relembrar alguns pontos da sua vida.

Você nunca caiu de bicicleta?

Nunca teve cãibras incontroláveis?

Nunca teve um pequeno corte na mão que impossibilitou alguns movimentos?

 

Quem nunca se machucou? Acessibilidade é para todos os momentos da vida.

Fonte: Banco de Imagens Google

 

Então. Todos esses são pontos que podem restringir temporariamente o desempenho de uma função ou atividade no nosso dia-a-dia e se nossos ambientes não estiverem pensados para eventos casuais como estes podem criar barreiras físicas que dificultem ainda mais nosso dia.

Para clarificar, barreira física (ou arquitetônica) é qualquer elemento natural, instalado ou edificado que impeça a aproximação, transferência ou circulação no espaço ou equipamento. Não entendeu?….que tal assim: Sabe aquele desnível incômodo de um ambiente para o outro que você sempre tropeça? Ou aquele armário aéreo que você sempre bate a cabeça quando está arrumando a cozinha? E aquela pia baixinha ou muito alta que dá uma dor nas costas sem igual depois de lavar alguns pratos?? Então, todos esses “desconfortos” são consideradas barreiras físicas.

 

 

Dores nas costas são uma das mais comuns reclamações quando o mobiliário não se ajusta ao nosso corpo.                                                Fonte: Banco de Imagens Google


Com o desenho universal pensamos em 
formas de possibilitar o baixo esforço físico, e como podemos utilizar nossos espaços e objetos de forma confortável e com o mínimo de fadiga. Finalmente, pode prover dimensão e espaço apropriados para o acesso, o alcance, a manipulação e o uso, independentemente do tamanho do corpo, da postura ou mobilidade do usuário.Quando projetamos uma casa, um escritório ou até uma cidade, utilizamos o que chamamos de Desenho Universal. As regrinhas contidas nesse conceito visam atender à maior gama de variações possíveis das características antropométricas e sensoriais da população, dessa forma podemos minimizar riscos e consequências adversas de acidentes não intencionais para quem for que utilize o espaço, independente da condição física da pessoa.

Outros dois conceitos muito importantes são a ergonomia e a antropometria. A ergonomia é uma ciência que estuda a relação do homem com os equipamentos que utiliza, com vistas ao aumento da eficiência e à redução de desconfortos, aperfeiçoando seu desempenho, por exemplo, a cadeira que utilizamos todo dia no trabalho, ou a altura da mesa do nosso computador, ou até mesmo o tipo de piso utilizado nos ambientes de circulação de um escritório. Já a Antropometria é o estudo da forma e do tamanho do corpo humano.

Ergonomia na cozinha
Fonte:http://www.arquidicas.com.brergonomia-da-cozinha


Qualquer espaço, mobiliário ou equipamento especificado de acordo com a norma, aplicados e dimensionados com cuidado e bom senso, certamente garantirão maior amplitude de uso a diferentes padrões antropométricos, determinando maior bem-estar, melhor qualidade de vida e inclusão social.
Por isso é tão importante que seu arquiteto utilize a norma NBR 9050 e os conceitos do desenho universal em seus projetos.

Cobre esse conhecimento do seu arquiteto. E lembre-se, apoiar questões de acessibilidade na sua cidade com certeza trará benefícios enormes para todos, pois à medida que houver efetiva acessibilidade nas cidades, mais pessoas com mobilidade reduzida serão qualificadas para assumir os postos de trabalho disponíveis no mercado, havendo efetiva inclusão social e profissional.

Fontes: NBR 9050: Norma Técnica para acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos 

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Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Gesso: sim, sou reciclável!!

Largamente utilizado em nossas obras atualmente, para o revestimento de tetos e paredes assim como também para divisórias, o Gesso também é um dos principais componentes do sistema Light Steel Frame.

Instalação de Forro de gesso
Fonte: Banco de Imagens Google

 

A quantidade de gesso usada no Brasil na década de 90

 era equivalente a 5 quilos por habitante ao ano. 

Atualmente a média anual está em 30 quilos por brasileiro.

A matéria-prima para a fabricação do gesso é o minério chamado gipsita, cujas maiores jazidas estão localizadas no polo gesseiro de Araripe, no sertão de Pernambuco – o polo é responsável por 95% da produção nacional.

Dado essa grande utilização deste material, o descarte de sobras e a reciclagem do mesmo precisa ser pensada de forma séria. Destinar os resíduos deste material para a reciclagem e após aplicá-los nos processos produtivos, além de reduzir a extração do minério gipsita (matéria-prima para a fabricação do gesso), ainda contribui para a diminuição do descarte inadequado do material, bem como a mitigação da contaminação do solo e lençol freático.

Um dos principais motivos para reaproveitar o gesso é diminuir o impacto da logística da distribuição do produto. Desde a extração do minério, nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o material viaja cerca de 3 mil quilômetros até o Paraná. 

Quando descartado de forma inadequada em aterros, pode acarretar sérios problemas ambientais devido as suas características físicas e químicas, que em contato com ambiente pode se tornar tóxico, pois o resíduo de gesso é constituído de sulfato de cálcio di-hidratado. A incineração deste material também pode produzir o dióxido de enxofre, um gás tóxico. As possibilidades de minimizar o impacto ambiental, portanto, estão na redução da geração do resíduo, na reutilização e na reciclagem.

Reciclagem do Gesso
Fonte: Banco de Imagens Google

Gesso sustentável 

Pensando nisso, um estudo estudo conduzido na Unicamp apontou a viabilidade de reciclar o resíduo do gesso proveniente da construção civil. A pesquisa, desenvolvida pela engenheira civil Sayonara Maria de Moraes Pinheiro, atestou a possibilidade de recuperar o material, mantendo as mesmas propriedades físicas e mecânicas do gesso comercial.

O modelo experimental para a reciclagem do resíduo envolve duas fases, moagem e calcinação. Após estas etapas foram avaliadas as propriedades físicas e mecânicas do material reciclado.

“Os resíduos foram submetidos a ciclos de reciclagem consecutivos. Com estes ciclos, nós queríamos verificar se era possível reciclar o gesso, que já havia passado por processo de reciclo. Chegamos até o 5º ciclo de reciclagem e o gesso apresentou características químicas e microestruturais similares ao longo de todo o processo. Podemos inferir, portanto, que ele pode ser reciclado indefinidamente”, conclui.

Os ciclos de reciclagem provam, segundo a engenheira, que o gesso da construção civil pode ser totalmente sustentável.

“Pode-se utilizar o resíduo  em diversos ciclos de reciclagem, que é uma das diretrizes da sustentabilidade no setor. Além disso, evita a extração da matéria-prima de fabricação do gesso, que é a gipsita”, complementa.

A responsabilidade pela correta destinação dos resíduos de gesso é dos geradores, ou seja, neste caso os construtores. Os mesmos devem separa-los em caçambas específicas para este material, para que o descarte seja realizado corretamente.

O gesso precisa ser recolhido em caçambas específicas.
Fonte: Banco de imagens Google

Reciclagem

O que era voluntário passou a ser compulsório. Com o desenvolvimento de tecnologias para reaproveitar os resíduos de gesso, o material passou para a categoria de reciclagem obrigatória.A resolução nº 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) alterou a classificação material de Classe C (ou seja, materiais que devem ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com as normas técnicas específicas), para a Classe B (ou seja, materiais que deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados para áreas de armazenamento temporário, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura).

Aqui no Rio Grande do Sul ainda possuímos poucas empresas que reciclam este material, sendo que a maioria das empresas daqui reutilizam o gesso reciclado como fertilizante na agricultura.

Fontes:

 http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=29&Cod=1321

 http://obrassustentaveis.com.br

http://pct.capes.gov.br/teses/2011/33003017041P4/TES.PDF

Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Casa:Materializando um sonho

Como você imagina sua casa? O que você quer colocar dentro dela? Como você quer utilizar o espaço externo?

Hoje vou falar para vocês sobre o processo de concepção de um projeto de arquitetura, pois acredite, o projeto de arquitetura transcende a questão de representação gráfica, ele te ajuda a entender a melhor forma de materializar os teus desejos, sonhos e necessidades.

O início de tudo. A decisão de ter uma casa

No projeto dessa residência feita pelo nosso escritório, como o terreno era espaçoso a delimitação de espaço para a construção da casa foi estrategicamente pensado em relação á topografia natural do terreno e a questões ambientais, como insolação do local, ventilação e a relação entre a obra,vegetação existente e visuais do terreno.

Estudo de implantação. Nesta etapa estudamos muito além da parte gráfica. Estudo de insolação, ventilação e paisagens do entorno são fundamentais

Tomada essas decisões inicias logo depois da visita inicial ao terreno, os estudos iniciaram e foram feitas propostas de diferentes layouts e padrões estéticos dentro do que o cliente solicitou no programa de necessidades. Conceitos de sustentabilidade foram aplicados ainda na concepção inicial do projeto. Como já comentado, toda a parte de estudo do terreno é muito importante para questões de conforto térmico no interior da casa. Além disso, estratégias como ventilação cruzada e o sistema de efeito chaminé também foram utilizados para que os ambientes internos fossem confortáveis e saudáveis.

 

No caso deste projeto, foram lançados dois estudos seguindo as premissas delimitadas pelo cliente.

No processo da concepção de uma casa, a mágica é poder adaptar o que você quer, suas necessidades e aquilo que você mais gosta em algo tangível. O arquiteto além de auxiliar na melhor escolha segundo normas de acessibilidade e ergonomia, pode através de ferramentas gráficas em 3D, lhe mostrar a forma que sua casa terá, assim como em etapas seguintes a escolha de revestimentos e cores neste modelo 3D que vai literalmente transportar você para o local que foi imaginado.

O estudo em 3D com volumetria do projeto também é ajustado conforme as opções estudas inicialmente.

Falando em transportar, dá uma olhadinha nesse vídeo que fizemos para essa linda casa. Depois dá uma olhada no resultado.

ASSISTA O VÍDEO! 👇👇👇

Ficou demais não é mesmo?

Outra questão muito importante é o acompanhamento de obra. Depois que as decisões foram tomadas, o projeto concebido e aprovado é hora de tirar ele do papel. Nessa etapa o arquiteto acompanha a obra em cada fase, auxiliando e coordenando a obra para a minimização de problemas e a garantia de que o que foi planejado está sendo seguido a risca.

O acompanhamento da obra é importantíssimos para que ela saia exatamente como planejada.

   


Pensando em construir? Fale conosco. 
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Após todo esse processo o resultado final só pode ser um: Sucesso e satisfação!

Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Você já pensou em usar carpete na sua casa?

Com todas as opções existentes para revestimentos de pisos, o carpete muitas vezes não é levado em conta como opção por falta de informações.Lembro-me de um tempo em que ter carpete nas áreas, como quarto e sala, em casa, era praxe na arquitetura de interiores. Com a tecnologia invadindo o mundo dos pisos e revestimentos ficou cada vez mais fácil trabalhar com materiais como a madeira e até mesmo o porcelanato em suas diversas texturas e cores.

Aos poucos o carpete foi perdendo seu espaço, até por que a utilização do carpete sempre foi muito ligada a problemas com sujeira, poeira (que pode implicar em questões de saúde) e a própria manutenção do produto.

O que muitas pessoas não sabem é que o carpete também EVOLUIU MUITO, e a tecnologia que tanto faz parte dos nossos revestimentos também está presente nesse material.Um exemplo disso, é que existe uma ampla gama de materiais empregados para a fabricação de carpetes, desde as fibras naturais como as sintéticas. É fundamental atentar para as características do local onde o carpete será utilizado, bem como a rotina do ambiente e manutenção antes de escolher que tipo de carpete utilizar. Confira as características dos principais tipos de carpetes:

  • Carpete de nylon: as fibras de nylon são resistentes ao desgaste e ao mofo. O produto também possui boa vida útil e resilência ao peso dos móveis. O nylon pode ser tingido em uma grande variedade cores, resultando em mais opções de escolha de estilo. Por essas razões, os carpetes de nylon estão entre os mais populares no mercado. O carpete de nylon é um dos mais indicados para ambientes de intensa circulação de pessoas.
  • Carpete de polipropileno: o uso desse tipo de carpete como forração para interiores é cada vez mais comum. Resistência a manchas e facilidade de manutenção estão entre as principais vantagens do produto. O seu uso é indicado para áreas de tráfego intenso e cômodos suscetíveis a danos por manchas como o quarto infantil.
  • Carpete de poliéster: o toque macio aliado a uma boa resiliência são os pontos fortes dos carpetes de poliéster. O material também possui propriedades antialérgicas, já que inibe a formação de mofo. Ele também é uma opção de produto ecológico, já que muitos carpetes de poliéster atuais são feitos de garrafas PET recicladas.
Carpete residencial
Fonte: Google imagens

Carpete X Alergia

As  alergias mais comum como renite alérgica e asma são causadas por ácaros, que são artrópodes menores que um milímetro, e seu habitat é a poeira da casa, a chamada poeira fina.Os ácaros se proliferam em locais úmidos e aonde possam se alimentar (Ácaros se alimentam de restos de cabelos, restos de pele (células mortas da pele), pelos, caspas, restos de alimento e mofo. Ou seja, eles podem estar na sua cama, na sua cortina, no seu sofá…

Nos ambientes da nossa casa, independente do tipo de piso, existe uma quantidade considerável de pó flutuando no ar. O carpete tem excelentes propriedades para reter este pó. Conforme o pó assenta, fica retido entre as fibras até que seja aspirado, sendo assim totalmente eliminado do ambiente.

Dessa forma, em ambientes acarpetados a quantidade de pó flutuando no ar é inferior a ambientes revestidos com pisos frios

Os carpetes são construídos com fibras sintéticas onde os ácaros não sobrevivem. Carpetes não são um terreno fértil, portanto não são uma causa direta.O fato de o carpete reter o pó, evitando que flutue no ar, o torna mais saudável que outros tipos de piso

Fonte: http://beaulieu.com.br/alergia

Limpeza

Como comentei no início do texto, com a evolução da tecnologia empregada nos carpetes, até a limpeza se torna mais fácil. Existem carpetes com fibras altamente resistentes e à prova de manchas. Nesse caso, se algum acidente acontecer e algo cair e sujar o carpete, uma mistura simples de água sanitária e água comum resolve.

Além disso, a limpeza do carpete é feita com aspirador de pó, o importante é manter uma rotina de limpeza para a conservação do mesmo. Uma vez por ano é recomendado uma limpeza profissional.

Fonte: Google imagens

Conforto Acústico e Térmico

A superfície e a base secundária do carpete agem como isolantes térmicos. Em ambientes aclimatizados, as fibras sintéticas armazenam pequenas quantidades de ar que retêm a temperatura por mais tempo, proporcionando menos consumo de energia, tornando-o mais confortável e agradável do que qualquer outro tipo de revestimento para o piso.

Para melhorar ainda questões de conforto, a utilização de uma espuma de Poliuretano  sob o carpete, protege e prolonga sua vida útil.

A espuma é um produto reciclado, reciclável e ambientalmente CORRETO.

                    Fonte: Projeto residencial – Arq. Daniela Manosso Bampi

Sustentabilidade

Algumas empresas fabricantes de carpete, como por exemplo, a Beaulieu do Brasil já possuem o Rótulo Ecológico ABNT para os revestimentos têxteis para o piso. O certificado é a garantia ao mercado de que a empresa está comprometida com a redução dos impactos ambientais do seu processo, com a redução de desperdícios (reciclagem de resíduos) e com a melhoria dos seus processos produtivos, com aumento de eficiência.

 

Fonte: ABNT

 

 É verdade que muitas são as opções de cores, texturas e tecnologias presentes em cada tipo de carpete, e que é claro, comparado com outros materiais como porcelanatos ou pisos laminados ou vinílicos as vantagens e desvantagens podem ser comparadas a fundo, mas no final das contas, o que manda mesmo é o nosso gosto pessoal, não é mesmo? Então lembre-se, esteja sempre aberto as possibilidades. Seu arquiteto vai poder fazer as melhores comparações dentro das suas necessidades!

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GAGraduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Fontes: https://www.westwing.com.br/carpete/ e  http://beaulieu.com.br/alergia