Condomínio Fechado ou Loteamento – Saiba as diferenças antes de investir

Muitas vezes, definir pela escolha de uma casa ou apartamento já é algo que tira nosso sono. Mesmo depois de decidir pela construção da sua tão sonhada casa, muitos clientes chegam até mim com uma dúvida muito frequente sobre aonde comprar um terreno: Condomínio fechado ou loteamento?

Claro que o ponto alto pela escolha é agregar ao sonho da casa própria a ideia de segurança, espaço aberto e verde e privacidade. Mas afinal, quais as principais diferenças entre condomínio fechado e loteamento? Separamos 5 pontos para você entender um pouco melhor.

1. Legislação

Primeiramente a diferença entre um condomínio e um loteamento começa pela legislação, já que cada um desses empreendimentos possui sua lei específica.

Atenção para legislação!
Fonte: Google imagens

lei 6.766/79 responsável pelo loteamento considera o mesmo como uma subdivisão de gleba em lotes para finalidade de edificação, sujeita a abertura de novas vias, de logradouros públicos, modificação e ampliação ou prolongamento de vias existentes.

A lei 4.591/64 é restrita à condomínios fechados, os quais correspondem por edificações ou conjunto de edificações com um ou mais pavimentos, construídos na forma de unidades isoladas entre si, para fins residenciais ou não.

O condomínio também é regido pelo Código Civil (artigos 1331 a 1358).

Diferente da lei de loteamentos que é bastante ampla, a lei de condomínios dispõe de normas específicas somente para esse tipo de empreendimento.

2. Espaços

Os espaços que fazem parte de condomínios e loteamentos possuem funções bem diferentes.

Em um condomínio, todas as áreas adquiridas no conjunto – lote, construção, ruas, áreas de lazer – são privadas, ou seja, pertencem aos seus proprietários.Ao comprar um terreno em um condomínio fechado, você estará adquirindo a fração ideal da área, o que abrange, além do terreno de uso privativo, espaços de uso comum como a estrutura de lazer (quadras, playground, piscina, salão de festas), áreas verdes, praças e as vias de acesso. Existe controle de acesso, ou seja, só podem entrar no condomínio as pessoas autorizadas por moradores e responsáveis pela administração.

Em um empreendimento de loteamento, somente o lote é considerado propriedade privada, enquanto que as demais áreas são públicas – de uso de toda a população – e ficam sujeitas ao controle da Prefeitura Municipal. O que poderá ocorrer é um controle de circulação, ou seja, para quem não reside ou trabalha no loteamento fechado, a entrada é liberada mediante apresentação de documentos.

3. Acessos

Pegando o gancho sobre questão de acesso, os acessos a um condomínio sempre serão restritos aos proprietários das unidades, enquanto que no loteamento fechado a entrada deve ser livre para qualquer pessoa. Embora as vias e espaços externos de um loteamento sejam consideradas de uso público, algumas prefeituras permitem que estes façam um controle de acesso por meio de cercamento com guarita e serviço de identificação, o que dá ao porteiro a permissão para acompanhar qualquer pessoa no seu trajeto até uma determinada unidade comercial/residencial.

4. Manutenção

No loteamento, a lei não prevê a cobrança de taxas de manutenção, porém, permite aos moradores a criação de uma associação para otimizar serviços por meio de contribuição financeira. Cabe a cada morador a vontade de aderir ao grupo associado, ou seja, não há obrigação de participar do mesmo.[

Já em empreendimentos de condomínio, a lei estabelece obrigatoriedade de pagamento de taxa de manutenção das áreas de uso comum. Nesse tipo de empreendimento, o morador que não custear o valor estará sujeito a perder seu patrimônio para quitar a dívida com o condomínio.

É preciso lembrar que, em um condomínio, a segurança, limpeza, área comum, energia, tudo está incluso no valor do condomínio e por isso ele pode até ser mais caro em uma breve análise. Entretanto, se a sua escolha for morar em uma casa em loteamento que não tenha nenhuma forma de taxa de manutenção, com o tempo também será necessário fazer a manutenção do seu imóvel. Assim a variação dos custos acaba se assemelhando.

5. Administração

Devido à existência de infraestrutura de uso comum dos condôminos, o condomínio precisa ter uma administração para controlar a arrecadação da taxa mensal e gerenciar os serviços de manutenção. Tudo isso é realizado pelo síndico. No loteamento, o administrador pode existir quando há uma associação encarregada de prestar serviços aos proprietários.

Quem mora em condomínio tem que seguir o que for decidido em convenção e o que estiver contido no regulamento interno. Já os moradores de loteamento fechado seguem os dispositivos do estatuto social. O Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) é cobrado sobre a fração ideal de imóvel em condomínio fechado (isto inclui as áreas privativa e comum). O morador de loteamento fechado paga IPTU relativo ao seu imóvel (terreno ou terreno + casa), pois as áreas comuns são consideradas públicas.

Para finalizar: Segurança no momento da compra

Embora sejam instituições jurídicas diferentes em sua estrutura geral, os condomínios e loteamentos fechados também podem apresentar semelhanças que dificultam a percepção de possíveis interessados em adquirir uma unidade.


Fonte: Google imagens

Assim, para ter total certeza sobre a denominação de um empreendimento, ou seja, para saber se ele é considerado um condomínio ou loteamento, basta verificar o registro feito pelo dono do mesmo no cartório e na prefeitura.

Uma dica super importante, antes de comprar um lote, independente do local é saber a natureza do empreendimento para evitar surpresas. O ideal é buscar informações no cartório de registro de imóveis, pois na certidão constatará se o lote que você está comprando é em um loteamento ou condomínio fechado e principalmente se há débitos no nome do empreendedores ou algum processo em andamento.

A matéria de hoje é uma sugestão de nossos leitores. Tem uma sugestão ou dúvida que quer ver aqui no nosso blog? Deixe seu comentário!

Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta e urbanista, acreditada LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

México – Uma viagem de cinema!

Foi ao som de Sam Smith e através das telonas no filme 007 Spectre que eu planejei minha última viagem.Para quem  não sabe do que estou falando, neste filme nosso querido 007 utiliza as belezas da Praça do Zócalo na cidade do México para uma cena de quase cinco minutos em um desfile do Dia dos Mortos na capital mexicana.

Além de ter despertado toda minha curiosidade para esta cultura neste filme, há tempos já queria visitar o México pela curiosidade que sempre tive nas civilizações pré-colombianas que ali viveram e todo o legado deixado por eles.

PRIMEIRA PARADA:Cidade do México

Na Cidade do México meu maior interesse era observar e entender a cultura em torno da celebração do Dia dos Mortos.No México, o dia dos mortos é uma celebração de origem indígena, que honra os falecidos no dia 2 de novembro. A UNESCO declarou-a como Património Imaterial da HumanidadeÉ uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces. Segundo a crença popular, nos dias 1 e 2, chamados de Días de Muertos, os mortos têm permissão divina para visitar parentes e amigos. Por isso, as pessoas enfeitam suas casas com flores, velas e incensos, e preparam as comidas preferidas dos que já partiram. As pessoas fazem máscaras de caveira, vestem roupas com esqueletos pintados ou se fantasiam de morte.

E realmente foi maravilhoso!Por todo lado que você olha, há cores, detalhes e vida!

México – Mil encantos

 

Além de visitar todas os pontos turísticos da cidade, ainda sobrou um tempinho para ir na icônica Lucha Libre e ver maravilhas da arquitetura contemporânea como o Museu Soumaya.

Lucha Libre / Museou Soumaya
Arquitetura Sustentável

SEGUNDA PARADA:Teotihuacan – Pirâmides

Em busca das civilizações que construíram o México, comecei pelo que que hoje é conhecida como o local de muitas das pirâmides mesoamericanas mais arquitetonicamente significativas construídas na América pré-colombiana: Teotihuacan.

A 48km da Cidade do México, no atual município de San Juan Teotihuacán, no estado do México, Teotihuacan, foi um centro urbano da Mesoamérica pré-colombiana.

O sítio possui um urbanismo sofisticado. A estrutura da cidade reflete a inteligência e força do povo.Muito antes de os astecas chegarem ao Vale do México, Teotihuacan era o centro de um império sem rivais na região. No seu apogeu, entre os séculos 3 e 7 da nossa era, a metrópole chegou ter 200 mil habitantes, uma população urbana sem paralelo em qualquer outro ponto do mundo naquele tempo.

Ali encontramos duas pirâmides. A Pirâmide do Sol é a terceira maior do mundo e foi construída no século II d.C. Tem 225m de lado e 65 de altura. A outra, a Pirâmide da Lua, por mais que seja menor que a do Sol, tem o vértice na mesma altura visto que está localizada em um terreno mais elevado. Tem 45m de altura e junto e desde a sua base, inicia-se o percurso da Calçada da Morte. Além das pirâmides, o sítio arqueológico guarda muitos outros mistérios como o Palácio Quetzalpapalotl, a ruína das casas e labirintos. Outra curiosidade é que em 1998 foram encontrados vestígios humanos e oferendas na Pirâmide da Lua.

Diz a lenda que a pirâmide da Lua suga a energia das pessoas e a do Sol, revigora. Com certeza, fiquei uns minutinhos a mais lá em cima na pirâmide do Sol para voltar cheia de boas energias!

Pirâmide do Sol e da Lua

TERCEIRA PARADA:Cancun – Chichen Itza

Para fechar com chave de ouro, alguns dias na maravilhosa cidade de Cancun. Projetada especialmente para ser um dos maiores pontos turísticos do México, teve sua fundação em 1970 e atualmente, nos cerca de 22km de prais de areia fina a península é diariamente visitada por milhões de turistas.

Além das belezas naturais, Cancun conseguiu preservar suas belezas naturais e sua cultura ancestral, representada principalmente em cidades maias, como Tulum, Uxmal ou Chichén Itzá, fundadas no período pré-colombiano.Os maias foram uma das principais civilizações pré-colombianas e formaram uma sociedade dinâmica, com conhecimentos extensos da matemática e arquitetura à astronomia. Seu domínio se estendeu por territórios que hoje formam a América Central e pela Península de Yucatán, a ponta caribenha do México, cuja porta de entrada é Cancún. Alguns dos maiores sítios arqueológicos com ruínas e pirâmides dessa civilização estão em terras mexicanas.

Um desses sítios são as ruínas da cidade de Chichén Itzá  que era um dos maiores centros urbanos dos maias.A principal atração é a grande Pirâmide Maia, denominada de El Castillo, é o Templo de Kukulcán, o Deus maior dos maias. Fica sitiada no centro da cidade maia e possui 30 metros de altura.Simplesmente maravilhoso. Não é a toa que Chichén Itzá foi eleito em 2007, pelos organizadores da campanha New7Wonders, uma das novas sete maravilhas do mundo.

Pirâmide de Chichen Itzá

Ao me despedir do México me restou mais um aprendizado, a de que as culturas que construíram estes locais tinham como objetivos norteadores das suas obras e estilo de vida o respeito pela natureza e por tudo o que ela pode nos propiciar .Não estamos falando de religião, ou culto, mas sim de algo maior que nós, que somente a natureza pode nos mostrar, algo que podemos além de tudo sentir!

Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Acessibilidade e Ergonomia: Pense nisso

Acessibilidade? Não, eu não preciso pensar nisso agora querido arquiteto.

Por que me preocupar agora com questões de tamanho de portas, escadas ou acessos da minha casa se estou em perfeita forma físicas,  na flor da idade, com apenas 34 anos e estou com toda a disposição possível? Vamos para o próximo assunto…..

É assim que você reage quando o assunto acessibilidade é abordado? Ainda acha que é um assunto abordado só com pessoas idosas ou com mobilidade reduzida? Hum, hora de repensar.

Segundo a NBR 9050: Norma Técnica para acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos “Pessoa com mobilidade reduzida é aquela que, temporária ou permanentemente, tem limitada sua capacidade de relacionar-se com o meio e de utilizá-lo. Pode ser pessoa com deficiência, idosa, obesa, gestante ou fraturada, incluindo também pessoas fora do padrão antropométrico médio, além de crianças até seis anos e do idoso regular acima de 60 anos de idade.”

Vamos relembrar alguns pontos da sua vida.

Você nunca caiu de bicicleta?

Nunca teve cãibras incontroláveis?

Nunca teve um pequeno corte na mão que impossibilitou alguns movimentos?

 

Quem nunca se machucou? Acessibilidade é para todos os momentos da vida.

Fonte: Banco de Imagens Google

 

Então. Todos esses são pontos que podem restringir temporariamente o desempenho de uma função ou atividade no nosso dia-a-dia e se nossos ambientes não estiverem pensados para eventos casuais como estes podem criar barreiras físicas que dificultem ainda mais nosso dia.

Para clarificar, barreira física (ou arquitetônica) é qualquer elemento natural, instalado ou edificado que impeça a aproximação, transferência ou circulação no espaço ou equipamento. Não entendeu?….que tal assim: Sabe aquele desnível incômodo de um ambiente para o outro que você sempre tropeça? Ou aquele armário aéreo que você sempre bate a cabeça quando está arrumando a cozinha? E aquela pia baixinha ou muito alta que dá uma dor nas costas sem igual depois de lavar alguns pratos?? Então, todos esses “desconfortos” são consideradas barreiras físicas.

 

 

Dores nas costas são uma das mais comuns reclamações quando o mobiliário não se ajusta ao nosso corpo.                                                Fonte: Banco de Imagens Google


Com o desenho universal pensamos em 
formas de possibilitar o baixo esforço físico, e como podemos utilizar nossos espaços e objetos de forma confortável e com o mínimo de fadiga. Finalmente, pode prover dimensão e espaço apropriados para o acesso, o alcance, a manipulação e o uso, independentemente do tamanho do corpo, da postura ou mobilidade do usuário.Quando projetamos uma casa, um escritório ou até uma cidade, utilizamos o que chamamos de Desenho Universal. As regrinhas contidas nesse conceito visam atender à maior gama de variações possíveis das características antropométricas e sensoriais da população, dessa forma podemos minimizar riscos e consequências adversas de acidentes não intencionais para quem for que utilize o espaço, independente da condição física da pessoa.

Outros dois conceitos muito importantes são a ergonomia e a antropometria. A ergonomia é uma ciência que estuda a relação do homem com os equipamentos que utiliza, com vistas ao aumento da eficiência e à redução de desconfortos, aperfeiçoando seu desempenho, por exemplo, a cadeira que utilizamos todo dia no trabalho, ou a altura da mesa do nosso computador, ou até mesmo o tipo de piso utilizado nos ambientes de circulação de um escritório. Já a Antropometria é o estudo da forma e do tamanho do corpo humano.

Ergonomia na cozinha
Fonte:http://www.arquidicas.com.brergonomia-da-cozinha


Qualquer espaço, mobiliário ou equipamento especificado de acordo com a norma, aplicados e dimensionados com cuidado e bom senso, certamente garantirão maior amplitude de uso a diferentes padrões antropométricos, determinando maior bem-estar, melhor qualidade de vida e inclusão social.
Por isso é tão importante que seu arquiteto utilize a norma NBR 9050 e os conceitos do desenho universal em seus projetos.

Cobre esse conhecimento do seu arquiteto. E lembre-se, apoiar questões de acessibilidade na sua cidade com certeza trará benefícios enormes para todos, pois à medida que houver efetiva acessibilidade nas cidades, mais pessoas com mobilidade reduzida serão qualificadas para assumir os postos de trabalho disponíveis no mercado, havendo efetiva inclusão social e profissional.

Fontes: NBR 9050: Norma Técnica para acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos 

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Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Gesso: sim, sou reciclável!!

Largamente utilizado em nossas obras atualmente, para o revestimento de tetos e paredes assim como também para divisórias, o Gesso também é um dos principais componentes do sistema Light Steel Frame.

Instalação de Forro de gesso
Fonte: Banco de Imagens Google

 

A quantidade de gesso usada no Brasil na década de 90

 era equivalente a 5 quilos por habitante ao ano. 

Atualmente a média anual está em 30 quilos por brasileiro.

A matéria-prima para a fabricação do gesso é o minério chamado gipsita, cujas maiores jazidas estão localizadas no polo gesseiro de Araripe, no sertão de Pernambuco – o polo é responsável por 95% da produção nacional.

Dado essa grande utilização deste material, o descarte de sobras e a reciclagem do mesmo precisa ser pensada de forma séria. Destinar os resíduos deste material para a reciclagem e após aplicá-los nos processos produtivos, além de reduzir a extração do minério gipsita (matéria-prima para a fabricação do gesso), ainda contribui para a diminuição do descarte inadequado do material, bem como a mitigação da contaminação do solo e lençol freático.

Um dos principais motivos para reaproveitar o gesso é diminuir o impacto da logística da distribuição do produto. Desde a extração do minério, nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o material viaja cerca de 3 mil quilômetros até o Paraná. 

Quando descartado de forma inadequada em aterros, pode acarretar sérios problemas ambientais devido as suas características físicas e químicas, que em contato com ambiente pode se tornar tóxico, pois o resíduo de gesso é constituído de sulfato de cálcio di-hidratado. A incineração deste material também pode produzir o dióxido de enxofre, um gás tóxico. As possibilidades de minimizar o impacto ambiental, portanto, estão na redução da geração do resíduo, na reutilização e na reciclagem.

Reciclagem do Gesso
Fonte: Banco de Imagens Google

Gesso sustentável 

Pensando nisso, um estudo estudo conduzido na Unicamp apontou a viabilidade de reciclar o resíduo do gesso proveniente da construção civil. A pesquisa, desenvolvida pela engenheira civil Sayonara Maria de Moraes Pinheiro, atestou a possibilidade de recuperar o material, mantendo as mesmas propriedades físicas e mecânicas do gesso comercial.

O modelo experimental para a reciclagem do resíduo envolve duas fases, moagem e calcinação. Após estas etapas foram avaliadas as propriedades físicas e mecânicas do material reciclado.

“Os resíduos foram submetidos a ciclos de reciclagem consecutivos. Com estes ciclos, nós queríamos verificar se era possível reciclar o gesso, que já havia passado por processo de reciclo. Chegamos até o 5º ciclo de reciclagem e o gesso apresentou características químicas e microestruturais similares ao longo de todo o processo. Podemos inferir, portanto, que ele pode ser reciclado indefinidamente”, conclui.

Os ciclos de reciclagem provam, segundo a engenheira, que o gesso da construção civil pode ser totalmente sustentável.

“Pode-se utilizar o resíduo  em diversos ciclos de reciclagem, que é uma das diretrizes da sustentabilidade no setor. Além disso, evita a extração da matéria-prima de fabricação do gesso, que é a gipsita”, complementa.

A responsabilidade pela correta destinação dos resíduos de gesso é dos geradores, ou seja, neste caso os construtores. Os mesmos devem separa-los em caçambas específicas para este material, para que o descarte seja realizado corretamente.

O gesso precisa ser recolhido em caçambas específicas.
Fonte: Banco de imagens Google

Reciclagem

O que era voluntário passou a ser compulsório. Com o desenvolvimento de tecnologias para reaproveitar os resíduos de gesso, o material passou para a categoria de reciclagem obrigatória.A resolução nº 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) alterou a classificação material de Classe C (ou seja, materiais que devem ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com as normas técnicas específicas), para a Classe B (ou seja, materiais que deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados para áreas de armazenamento temporário, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura).

Aqui no Rio Grande do Sul ainda possuímos poucas empresas que reciclam este material, sendo que a maioria das empresas daqui reutilizam o gesso reciclado como fertilizante na agricultura.

Fontes:

 http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=29&Cod=1321

 http://obrassustentaveis.com.br

http://pct.capes.gov.br/teses/2011/33003017041P4/TES.PDF

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Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Casa:Materializando um sonho

Como você imagina sua casa? O que você quer colocar dentro dela? Como você quer utilizar o espaço externo?

Hoje vou falar para vocês sobre o processo de concepção de um projeto de arquitetura, pois acredite, o projeto de arquitetura transcende a questão de representação gráfica, ele te ajuda a entender a melhor forma de materializar os teus desejos, sonhos e necessidades.

O início de tudo. A decisão de ter uma casa

No projeto dessa residência feita pelo nosso escritório, como o terreno era espaçoso a delimitação de espaço para a construção da casa foi estrategicamente pensado em relação á topografia natural do terreno e a questões ambientais, como insolação do local, ventilação e a relação entre a obra,vegetação existente e visuais do terreno.

Estudo de implantação. Nesta etapa estudamos muito além da parte gráfica. Estudo de insolação, ventilação e paisagens do entorno são fundamentais

Tomada essas decisões inicias logo depois da visita inicial ao terreno, os estudos iniciaram e foram feitas propostas de diferentes layouts e padrões estéticos dentro do que o cliente solicitou no programa de necessidades. Conceitos de sustentabilidade foram aplicados ainda na concepção inicial do projeto. Como já comentado, toda a parte de estudo do terreno é muito importante para questões de conforto térmico no interior da casa. Além disso, estratégias como ventilação cruzada e o sistema de efeito chaminé também foram utilizados para que os ambientes internos fossem confortáveis e saudáveis.

 

No caso deste projeto, foram lançados dois estudos seguindo as premissas delimitadas pelo cliente.

No processo da concepção de uma casa, a mágica é poder adaptar o que você quer, suas necessidades e aquilo que você mais gosta em algo tangível. O arquiteto além de auxiliar na melhor escolha segundo normas de acessibilidade e ergonomia, pode através de ferramentas gráficas em 3D, lhe mostrar a forma que sua casa terá, assim como em etapas seguintes a escolha de revestimentos e cores neste modelo 3D que vai literalmente transportar você para o local que foi imaginado.

O estudo em 3D com volumetria do projeto também é ajustado conforme as opções estudas inicialmente.

Falando em transportar, dá uma olhadinha nesse vídeo que fizemos para essa linda casa. Depois dá uma olhada no resultado.

ASSISTA O VÍDEO! 👇👇👇

Ficou demais não é mesmo?

Outra questão muito importante é o acompanhamento de obra. Depois que as decisões foram tomadas, o projeto concebido e aprovado é hora de tirar ele do papel. Nessa etapa o arquiteto acompanha a obra em cada fase, auxiliando e coordenando a obra para a minimização de problemas e a garantia de que o que foi planejado está sendo seguido a risca.

O acompanhamento da obra é importantíssimos para que ela saia exatamente como planejada.

   


Pensando em construir? Fale conosco. 
54 99969-8965

Após todo esse processo o resultado final só pode ser um: Sucesso e satisfação!

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Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Você já pensou em usar carpete na sua casa?

Com todas as opções existentes para revestimentos de pisos, o carpete muitas vezes não é levado em conta como opção por falta de informações.Lembro-me de um tempo em que ter carpete nas áreas, como quarto e sala, em casa, era praxe na arquitetura de interiores. Com a tecnologia invadindo o mundo dos pisos e revestimentos ficou cada vez mais fácil trabalhar com materiais como a madeira e até mesmo o porcelanato em suas diversas texturas e cores.

Aos poucos o carpete foi perdendo seu espaço, até por que a utilização do carpete sempre foi muito ligada a problemas com sujeira, poeira (que pode implicar em questões de saúde) e a própria manutenção do produto.

O que muitas pessoas não sabem é que o carpete também EVOLUIU MUITO, e a tecnologia que tanto faz parte dos nossos revestimentos também está presente nesse material.Um exemplo disso, é que existe uma ampla gama de materiais empregados para a fabricação de carpetes, desde as fibras naturais como as sintéticas. É fundamental atentar para as características do local onde o carpete será utilizado, bem como a rotina do ambiente e manutenção antes de escolher que tipo de carpete utilizar. Confira as características dos principais tipos de carpetes:

  • Carpete de nylon: as fibras de nylon são resistentes ao desgaste e ao mofo. O produto também possui boa vida útil e resilência ao peso dos móveis. O nylon pode ser tingido em uma grande variedade cores, resultando em mais opções de escolha de estilo. Por essas razões, os carpetes de nylon estão entre os mais populares no mercado. O carpete de nylon é um dos mais indicados para ambientes de intensa circulação de pessoas.
  • Carpete de polipropileno: o uso desse tipo de carpete como forração para interiores é cada vez mais comum. Resistência a manchas e facilidade de manutenção estão entre as principais vantagens do produto. O seu uso é indicado para áreas de tráfego intenso e cômodos suscetíveis a danos por manchas como o quarto infantil.
  • Carpete de poliéster: o toque macio aliado a uma boa resiliência são os pontos fortes dos carpetes de poliéster. O material também possui propriedades antialérgicas, já que inibe a formação de mofo. Ele também é uma opção de produto ecológico, já que muitos carpetes de poliéster atuais são feitos de garrafas PET recicladas.
Carpete residencial
Fonte: Google imagens

Carpete X Alergia

As  alergias mais comum como renite alérgica e asma são causadas por ácaros, que são artrópodes menores que um milímetro, e seu habitat é a poeira da casa, a chamada poeira fina.Os ácaros se proliferam em locais úmidos e aonde possam se alimentar (Ácaros se alimentam de restos de cabelos, restos de pele (células mortas da pele), pelos, caspas, restos de alimento e mofo. Ou seja, eles podem estar na sua cama, na sua cortina, no seu sofá…

Nos ambientes da nossa casa, independente do tipo de piso, existe uma quantidade considerável de pó flutuando no ar. O carpete tem excelentes propriedades para reter este pó. Conforme o pó assenta, fica retido entre as fibras até que seja aspirado, sendo assim totalmente eliminado do ambiente.

Dessa forma, em ambientes acarpetados a quantidade de pó flutuando no ar é inferior a ambientes revestidos com pisos frios

Os carpetes são construídos com fibras sintéticas onde os ácaros não sobrevivem. Carpetes não são um terreno fértil, portanto não são uma causa direta.O fato de o carpete reter o pó, evitando que flutue no ar, o torna mais saudável que outros tipos de piso

Fonte: http://beaulieu.com.br/alergia

Limpeza

Como comentei no início do texto, com a evolução da tecnologia empregada nos carpetes, até a limpeza se torna mais fácil. Existem carpetes com fibras altamente resistentes e à prova de manchas. Nesse caso, se algum acidente acontecer e algo cair e sujar o carpete, uma mistura simples de água sanitária e água comum resolve.

Além disso, a limpeza do carpete é feita com aspirador de pó, o importante é manter uma rotina de limpeza para a conservação do mesmo. Uma vez por ano é recomendado uma limpeza profissional.

Fonte: Google imagens

Conforto Acústico e Térmico

A superfície e a base secundária do carpete agem como isolantes térmicos. Em ambientes aclimatizados, as fibras sintéticas armazenam pequenas quantidades de ar que retêm a temperatura por mais tempo, proporcionando menos consumo de energia, tornando-o mais confortável e agradável do que qualquer outro tipo de revestimento para o piso.

Para melhorar ainda questões de conforto, a utilização de uma espuma de Poliuretano  sob o carpete, protege e prolonga sua vida útil.

A espuma é um produto reciclado, reciclável e ambientalmente CORRETO.

                    Fonte: Projeto residencial – Arq. Daniela Manosso Bampi

Sustentabilidade

Algumas empresas fabricantes de carpete, como por exemplo, a Beaulieu do Brasil já possuem o Rótulo Ecológico ABNT para os revestimentos têxteis para o piso. O certificado é a garantia ao mercado de que a empresa está comprometida com a redução dos impactos ambientais do seu processo, com a redução de desperdícios (reciclagem de resíduos) e com a melhoria dos seus processos produtivos, com aumento de eficiência.

 

Fonte: ABNT

 

 É verdade que muitas são as opções de cores, texturas e tecnologias presentes em cada tipo de carpete, e que é claro, comparado com outros materiais como porcelanatos ou pisos laminados ou vinílicos as vantagens e desvantagens podem ser comparadas a fundo, mas no final das contas, o que manda mesmo é o nosso gosto pessoal, não é mesmo? Então lembre-se, esteja sempre aberto as possibilidades. Seu arquiteto vai poder fazer as melhores comparações dentro das suas necessidades!

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GAGraduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Fontes: https://www.westwing.com.br/carpete/ e  http://beaulieu.com.br/alergia