Rattan – Materiais Sustentáveis / Arquitetura de Interiores

Quando começamos a pesquisar materiais sustentáveis dentro da arquitetura de interiores, ou materiais com um ciclo de vida sustentável, geralmente encontramos muitas opções desenvolvidas atrás de fibras naturais.
Ultimamente um material que voltou muito a ser utilizado em móveis e decoração de interiores é aquela “telinha que tinha na casa da vó”.

 

Não está lembrado?
Então dá uma olhada nesses exemplos e veja se não vem uma boa lembrança na sua cabeça:

Sim, a utilização deste material está voltando com bastante força na decoração de interiores, e sabe qual o nome correto deste material?

Rattan

Mas afinal, o que é Rattan?

É a mesma coisa que o vime?

Então, na verdade o rattan e o vime são igualmente fibras naturais.
A diferença entre eles está na planta de origem, contudo, são muito semelhantes na forma com que são trabalhados, apresentando o mesmo tipo de tramas e trançados.

Originário de países da Ásia e da Oceania, o rattan é uma espécie de palmeira conhecida como Calamos Rotang. Ao contrário do vime que é extraído de árvores do gênero Salix, sendo as mais populares o Salgueiro e o Chorão.

As fibras maleáveis, flexíveis e resistentes do rattan o tornam uma das melhores opções de fibras naturais para confecção de móveis e objetos.

Com o rattan é possível criar móveis de todo o tipo, em especial cadeiras, poltronas, mesas de centro, mesas laterais e sofás, além de cestos, caixas, bandejas e outros objetos funcionais e decorativos.

Materiais Sustentáveis – Arquitetura de Interiores

O rattan também tem a característica de ser sustentável, uma vez que a planta se caracteriza por ter um crescimento semelhante a de espécies do tipo trepadeira, subindo e sufocando as demais espécies.

Dessa forma a retirada do rattan da natureza acaba sendo benéfica para as plantas que vivem ao seu redor.

Aplicado como um enfeite decorativo para móveis ou usando um efeito quase total, o rattan vem fazendo cada vez mais parte do nosso cenário estético cotidiano nos dias de hoje.

Claro que as razões da sustentabilidade não são as únicas pelo qual o rattan vem aparecendo mais na nossa decoração.

Além disso, o material acrescenta uma sensação tátil, porém leve e elegantemente natural. Em particular essas sensações se destacam quando usado como material de cobertura para ambientes ou grandes superfícies.

fonte: https://www.decorfacil.com/rattan/

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Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

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Importância de um bom projeto para seu ambiente comercial

Você tem uma loja ou um escritório que recepciona diariamente seus clientes?
Então vale a pena ler nosso texto de hoje!

No ano passado estive em Miami, Florida, e por lá visitei diversas lojas e espaços comerciais realmente me impressionaram pela forma como o sucesso de um ponto varejista está diretamente relacionado com a arquitetura do ambiente. 

Atualmente, o conceito mais forte para a arquitetura comercial  é a –experiência do consumidor.

Este conceito está começando a ser praticado em larga escala.
Seja na forma da tematização cênica das lojas e na criação de narrativas que envolvem os clientes através do layout dos espaços tanto em ambientes comercias quanto em escritório de serviços que buscam transparecer em seus ambientes um pouco sobre a essência da empresa.

Como resultado, o ambiente servirá também para aproximar o usuário dos produtos e de seus produtores.

Whole Foods Market – Fotos e textos explicativos mostrando quem foram as pessoas responsáveis pelo plantio, colheita, e etc. dos produtos que ali oferecidos. Arquivo Pessoal

Interatividade com o consumidor

Utilizar da  interatividade com o consumidor e de estratégias de design e arquitetura para enriquecer a experiência de compras dos clientes é algo que com certeza pode trazer muitos bons frutos para sua marca/empresa.

Os projetos e técnicas de iluminação também merecem atenção por aqui. por exemplo, em um projeto luminotécnico bem específico é possível dar destaque, e aumentar a valorização pelo aumento da percepção de qualidade dos produtos destacados, diferencial muito importante para  quem quer manter seus produtos bem apresentados.

Bass Pro Shop – Exposição de produtos, programação visual, materiais e revestimentos de diversos tipos para atrair o público a conhecer os milhares de itens da loja / Arquivo Pessoal

Arquitetura flexível

Por fim, vemos também uma grande movimentação pela arquitetura flexível.

Uma arquitetura em que a possibilidade de mudanças nos ambientes seja permitida, sem que o mobiliário ou objetos decorativos imponham de forma rígida como o ambiente deve ser.

O varejo e a arquitetura corporativa evoluiu e a arquitetura evolui junto.

E como está sua loja ou seu ambiente comercial? Pronto para receber e poder da melhor forma possível expor seus produtos e serviços para o seu cliente?
Pense nisso.
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Aquecendo os coraçõezinhos!Lareira convencional ou canadense?

Eu sei eu sei, ainda estamos aproveitando o calorzinho do verão e o conforto das temperaturas mais altas, e nem queremos saber de lareira ou aquecedores, mas quando chega o inverno precisamos estar preparados certo?
Mas e qual a melhor forma de mantermos nossos ambientes quentinhos?
Eis aqui uma questão que renderia uma boa dissertação!hehe

Poderíamos entrar em pormenores de questões térmicas e desempenho dos materiais da nossa casa, mas como existem muitas opções e isso nos tomaria muito tempo vamos focar em uma das grandes dúvidas que com certeza já apareceu em alguma das suas conversas:

O que afinal de contas é uma lareira “Canadense”? E quais as diferenças entre uma lareira convencional?

 

Lareira Convencional

A já conhecida lareira tradicional, que é aquele que muitos apreciam pelo fato dela proporcionar o som agradável dos estalidos da madeira queimando é uma opção de fácil execução, sendo que na maioria ela é executada em alvenaria, mas pode ser encontrada em modelos pré moldados metálicos ou de concreto.

Lareira á lenha convencional Fonte: Google Imagens

Quem opta por este modelo precisa prever um espaço para um pequeno estoque de lenha.

Em alguns apartamentos é possível aproveitar a chaminé da churrasqueira para a ligação do duto da lareira, viabilizando sua instalação.

E quais os contras desta forma convencional? Se a execução não for 100% correta a lareira pode produzir cheiro, fumaça e cinzas.

Ok! Por aqui tudo certo ne? Mas e a tal Lareira Canadense? E aquele tal de “Pellets”? O que que é isso??

Lareira Convectora

Bom, lareira canadense que é como é conhecida por aqui também é chamada de lareiras de alto desempenho ou convectoras.

Esta lareira possui estrutura de chapa de aço ou de ferro fundido, protegidas por um vidro vitrocerâmico, portanto, mais seguras e fáceis de controlar.

Esse tipo também possui a opção de serem recuperadores de calor.

Como o nome indica, permite recuperar o calor gerado para outras divisores da casa e, em sistema mais sofisticados, contribuir para o aquecimento de água que utilizamos por exemplo, em nossas torneiras.Essa recuperação de calor além de gerar aquecimento para outros ambientes da casa proporciona uma economia significativa na conta luz, sendo que o uso de aquecedores ou ar condicionado torna-se mínimo.

Outra vantagem é que  neste tipo de lareira  pode-se administrar a intensidade do fogo, levando à queima de menos lenha.

Em comparação com uma lareira tradicional, o rendimento de uma lareira convectora (Canadense) é três a quatro vezes superior!

Fonte:http://www.castellarlareiras.com.br/lareiras/grand-firenze-com-coifa

 

O que são os Pellets?

Se quisermos aplicarmos ainda mais questões de sustentabilidade também podemos optar pela utilização Pellets.
Pellet de madeira é um biocombustível que usa como matéria-prima resíduos como a serragem.

Os Pellets são pequenos granulados em formato cilíndrico  e para a sua produção é utilizado resíduos com umidade abaixo de 10%, isto permite que o pellet seja queimado com alta eficiência.

Os pelletes, deverão ter selo de sustentabilidade, e por ser um biocombustível é muito mais rentável que a lenha.

Pellets
fonte: Google Imagens

Outra vantagem do pellet é o seu  armazenamento,cerca de uma tonelada de pellet são equivalentes a uma tonelada e meia de madeira, o que significa que o local para armazenagem pode ser reduzido, além disso, o uso do pellet é muito mais higiénico, pois mantêm o ambiente limpo, sem folhas e insetos.

Show!! Agora é só aquecer a casa!

Lembrando também que devido a existência do vidro, resistente ao calor, toda a fumaça e as brasas permanecem dentro do equipamento, poupando nosso ambiente de cheiros e sujeira.

Mas atenção, durante a utilização deste tipo de lareira convectora é necessário ter cuidado com a produção de partículas e a concentração de monóxido de carbono, arejando regularmente a divisão.

E você? Não larga mão do convencional ou acha que a tecnologia pode melhorar o conforto ambiental da sua casa?

Independente da forma de aquecimento o que importa é estarmos sempre na companhia de quem amamos e aproveitar os bons momentos da vida!!


Fontes:

Minuto Verde, Quercus. Ed. 201 Leya.

Wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pellet_de_madeira


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SUSTENTABILIDADE  EM PROJETOS DE INTERIORES: Existe um caminho.

Quando pensamos em projeto de interiores de um ambiente, geralmente imagens de luxo, beleza, grande utilização de pedras, madeira e itens de decoração veem à nossa mente.Ou seja, nos parece impossível aplicar a sustentabilidade por aqui. Quando nos propomos a desenvolver um projeto de interiores com a sustentabilidade em mente, precisamos repensar alguns pontos e nos questionamos sobre esse modelo padrão das nossas escolhas influenciadas por imagens diárias que associamos com arquitetura de interiores.

É neste momento que percebemos que além de termos beleza e custo como critérios, precisamos analisar os impactos positivos e negativos que cada material utilizado em um projeto pode vir causar na sociedade ou até mesmo na nossa qualidade de vida como usuário do espaço que estamos criando.

Atualmente, a base do desenvolvimento sustentável de um projeto de design de interiores traduz-se como desenvolvimento durável. Ou seja, nos referimos a materiais que tem uma  vida útil,que seja muito maior do que outros

E atenção, arquitetura de interiores sustentável não se resume à reutilização de insumos com a decoração sustentável, como por exemplo a utilização em novas formas de móveis de paletes, caixotes ou pneus por exemplo. A arquitetura sustentável está muito além deste “upcycle” que damos a alguns materiais.

Uma arquitetura de interiores sustentável deve levar em consideração alguns pontos, veja abaixo 3 pontos que listamos como os mais impactantes para um bom projeto:

1- Atenção às necessidades humanas

Todo mundo quer um banho quentinho, uma casa bem iluminada, um ambiente aconchegante. Por isso, no momento de projetar de forma sustentável, analisar a maneira como os sistemas utilizados para nos trazer estes confortos funcionam é essencial. Produtos com selos de eficiência Procel (INMETRO), metais com dispositivos economizadores de água e lâmpadas com baixo consumo terão um menor ou maior impacto ambiental, determinando, ainda, qual será a influência financeira nas contas do fim do mês.

Dispositivos economizadores de água para metais. Fonte: Google imagens
Selo Procel

2- Preferir materiais com conteúdo reciclado, mas principalmente, recicláveis.

Uma das características mais estimuladas na escolha de materiais sustentáveis é escolher produtos com conteúdo reciclado. Mas é preciso observar três coisas importantes:

É pertinente?

Possuir conteúdo reciclado é pertinente àquele produto? Nem todo produto pode ter conteúdo reciclado ou pode possuir altos teores de conteúdo reciclado, por causa da qualidade e segurança do produto. Existem normas que determinam as porcentagens de escória para cada tipo de cimento, por exemplo. E ainda não é recomendado tubulações de água e fiação elétrica com conteúdo recic

lado.

É tóxico?

Nem todo resíduo precisa ou pode ser incorporado em um novo produto. Em ambientes internos, por exemplo, alguns elementos podem ser tóxicos, como pisos fabricados com resíduo de pneu.

É reciclável?

Por fim, nem todo produto com conteúdo reciclado é reciclável. O conceito de nutriente técnico e biológico pode ajudar na escolha. Um nutriente técnico é um insumo que poderá ser reciclado quimicamente ou mecanicamente em uma fábrica como, por exemplo, metais, plásticos e vidros.

Um nutriente biológico poderá ser restaurado pela compostagem ou pode ser biodegradável, como algodão e madeira (sem tratamento). Produtos que misturam nutrientes técnicos e biológicos, como tecidos com PET e algodão, telhas de papel reciclado com betume e placas de compósitos de papel, plástico e alumínio, inviabilizam a reciclagem, necessitando uma tecnologia de reciclagem e logística reversa especiais e muitas vezes, inviável.

Símbolo reciclagem.

3- Jardim ou plantas internas? Como escolher de forma apropriada.

Trazer a natureza para nossos ambientes internos sempre traz  boas energias e animam o ambiente, mas antes de colocar qualquer folhagem ou árvore internamente é necessário alguns cuidados:

Busque sempre utilizar espécies nativas regionais e nunca use espécies invasoras.

Plantas nativas terão menor manutenção e menor consumo de água, além de promoverem a biodiversidade local.

Escolha de espécies adequadas ao local: avalie primeiramente a luz do ambiente para especificar plantas de sombra, meia-sombra ou sol.

Escolha um local viável para instalar um jardim interno ou parede verde.O ambiente precisa receber alguma iluminação natural. Espaços sem acesso a aberturas poderão até receber plantas, mas será necessária a instalação de iluminação especial, que produza pouco calor e forneça luz nos comprimentos de onda que são mais utilizadas no processo de clorofila da planta. Ainda, isso poderá não ser suficiente para a sobrevivência e beleza da vegetação

Vegetação em ambientes internos. Fonte: Google imagens

Para você que quer ter um ambiente além de moderno, saudável e ecologicamente correto, vale seguir os caminhos do design de interiores sustentável. E fica a dica: Ao contrário dos modismos da área, que impactam o meio ambiente pelo uso exaustivo de um mesmo material por uma grande quantidade de pessoas, um projeto de design que tem por objetivo ser realmente sustentável deve ser capaz de trilhar o caminho do bom senso, prezando pelo equilíbrio e sem jamais cometer exageros. (Marisa Murta, Arq. E Urb.)


Fontes : http://www.temsustentavel.com.br/design-de-interiores-sustentavel/

5 ESTRATÉGIAS DE SUSTENTABILIDADE PARA PROJETOS DE INTERIORES


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Pintando azulejo-Reforma sem obra

Está cansado das estampas antigas do seu azulejo? Ou quer  disfarçar algumas manchas do tempo ou até eliminar a aparência da cerâmica? Tudo isso é possível, pintando os azulejos, desde que com a tinta certa.

Muitas vezes somos paralisados por falta de informação na hora de realizar uma reforma, e logo largamos aquela conhecida frase : “Nada de quebra-quebra!”

Aí que entra a reforma sem “obra”, podemos renovar o azulejo destes ambientes e sim, acredite, é bem mais simples do que parece.

Assim como quando queremos renovar um ambiente começamos pela pintura podemos utilizar a mesma técnica nos azulejos do nosso banheiro e cozinha. Mas atenção, a tinta precisa ser específica para esse trabalho.

azulejos renovados com tinta
Pintando azulejo

Como funciona?

Para que a solução funcione bem, as peças cerâmicas devem estar inteiras, assim como os rejuntes, e firmes na parede. Caso contrário, a tinta não se fixará adequadamente e o trabalho poderá se perder. Até o início dos anos 2000, era raro encontrar produtos específicos a esse fim. A solução consistia em improvisar com a cara tinta automotiva.

Hoje, o mercado dá conta de atender à demanda e apresenta opções elaboradas, tratam-se de tintas epóxi que podem ser à base do próprio epóxi (ou seja, diluível com solventes, oferecendo resistência máxima), epóxi à base de água (diluível com água) ou tinta acrílica (também diluível com água).

A tinta epóxi à base de água pode ser monocomponente (que já vem com catalisador para aumentar a aderência do produto ao substrato) ou bicomponente (necessita da adição do catalisador).

O catalisador é importante, pois, dependendo dele, a tinta poderá ou não ser aplicada em azulejos localizados em áreas sujeitas à umidade – o interior de um box, por exemplo.

A tinta Epóxi Catalisável, da Lukscolor, por exemplo, oferece o catalisador tipo amida para áreas secas e o tipo amina para locais úmidos.

Já a Suvinil Epóxi Tinta bicomponente e a Wandepoxy, da Corla Epóxi bicomponente, vendem as duas partes – tinta e catalisador – separadamente.

Resultado de imagem para pintar azulejo suvinil epoxi
Exemplo de tinta Epóxi

Tintas bicomponentes requerem uma pausa de 20 minutos depois de preparadas; só então podem ser utilizadas. São muito resistentes, mas podem amarelar quando a cor é clara, além de possuírem cheiro forte.

Além disso, se a bicomponente for a sua opção, considere chamar mão-de-obra especializada para pintar os azulejos: ela é mais difícil de lidar.

Portanto para áreas úmidas as opções são tintas epóxi com base epóxi ou água – mas procure especificações na embalagem. A Suvinil, por exemplo, possui uma tinta esmalte epóxi resistente à água.

As tintas epóxi monocomponentes possuem maior variedade de cores, que ficam estáveis, sem sofrer variações, e odor fraco. Elas ficam restritas a áreas secas, assim como as acrílicas para azulejos.

Tirando relevo do azulejo

Existe ainda a possibilidade de transformar a sua superfície de azulejos numa completamente lisa. Nesta técnica é necessário cobrir os azulejos com uma camada de massa acrílica (a corrida não adere à cerâmica) e após a secagem  e lixamento é feita a aplicação  da tinta de sua preferência, que não precisa ser especial para azulejos.

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Fonte: https://casa.abril.com.br/materiais-construcao/como-pintar-os-azulejos-e-renovar-cozinhas-ou-banheiro/

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Acessibilidade e Ergonomia: Pense nisso

Acessibilidade? Não, eu não preciso pensar nisso agora querido arquiteto.

Por que me preocupar agora com questões de tamanho de portas, escadas ou acessos da minha casa se estou em perfeita forma físicas,  na flor da idade, com apenas 34 anos e estou com toda a disposição possível? Vamos para o próximo assunto…..

É assim que você reage quando o assunto acessibilidade é abordado? Ainda acha que é um assunto abordado só com pessoas idosas ou com mobilidade reduzida? Hum, hora de repensar.

Segundo a NBR 9050: Norma Técnica para acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos “Pessoa com mobilidade reduzida é aquela que, temporária ou permanentemente, tem limitada sua capacidade de relacionar-se com o meio e de utilizá-lo. Pode ser pessoa com deficiência, idosa, obesa, gestante ou fraturada, incluindo também pessoas fora do padrão antropométrico médio, além de crianças até seis anos e do idoso regular acima de 60 anos de idade.”

Vamos relembrar alguns pontos da sua vida.

Você nunca caiu de bicicleta?

Nunca teve cãibras incontroláveis?

Nunca teve um pequeno corte na mão que impossibilitou alguns movimentos?

 

Quem nunca se machucou? Acessibilidade é para todos os momentos da vida.

Fonte: Banco de Imagens Google

 

Então. Todos esses são pontos que podem restringir temporariamente o desempenho de uma função ou atividade no nosso dia-a-dia e se nossos ambientes não estiverem pensados para eventos casuais como estes podem criar barreiras físicas que dificultem ainda mais nosso dia.

Para clarificar, barreira física (ou arquitetônica) é qualquer elemento natural, instalado ou edificado que impeça a aproximação, transferência ou circulação no espaço ou equipamento. Não entendeu?….que tal assim: Sabe aquele desnível incômodo de um ambiente para o outro que você sempre tropeça? Ou aquele armário aéreo que você sempre bate a cabeça quando está arrumando a cozinha? E aquela pia baixinha ou muito alta que dá uma dor nas costas sem igual depois de lavar alguns pratos?? Então, todos esses “desconfortos” são consideradas barreiras físicas.

 

 

Dores nas costas são uma das mais comuns reclamações quando o mobiliário não se ajusta ao nosso corpo.                                                Fonte: Banco de Imagens Google


Com o desenho universal pensamos em 
formas de possibilitar o baixo esforço físico, e como podemos utilizar nossos espaços e objetos de forma confortável e com o mínimo de fadiga. Finalmente, pode prover dimensão e espaço apropriados para o acesso, o alcance, a manipulação e o uso, independentemente do tamanho do corpo, da postura ou mobilidade do usuário.Quando projetamos uma casa, um escritório ou até uma cidade, utilizamos o que chamamos de Desenho Universal. As regrinhas contidas nesse conceito visam atender à maior gama de variações possíveis das características antropométricas e sensoriais da população, dessa forma podemos minimizar riscos e consequências adversas de acidentes não intencionais para quem for que utilize o espaço, independente da condição física da pessoa.

Outros dois conceitos muito importantes são a ergonomia e a antropometria. A ergonomia é uma ciência que estuda a relação do homem com os equipamentos que utiliza, com vistas ao aumento da eficiência e à redução de desconfortos, aperfeiçoando seu desempenho, por exemplo, a cadeira que utilizamos todo dia no trabalho, ou a altura da mesa do nosso computador, ou até mesmo o tipo de piso utilizado nos ambientes de circulação de um escritório. Já a Antropometria é o estudo da forma e do tamanho do corpo humano.

Ergonomia na cozinha
Fonte:http://www.arquidicas.com.brergonomia-da-cozinha


Qualquer espaço, mobiliário ou equipamento especificado de acordo com a norma, aplicados e dimensionados com cuidado e bom senso, certamente garantirão maior amplitude de uso a diferentes padrões antropométricos, determinando maior bem-estar, melhor qualidade de vida e inclusão social.
Por isso é tão importante que seu arquiteto utilize a norma NBR 9050 e os conceitos do desenho universal em seus projetos.

Cobre esse conhecimento do seu arquiteto. E lembre-se, apoiar questões de acessibilidade na sua cidade com certeza trará benefícios enormes para todos, pois à medida que houver efetiva acessibilidade nas cidades, mais pessoas com mobilidade reduzida serão qualificadas para assumir os postos de trabalho disponíveis no mercado, havendo efetiva inclusão social e profissional.

Fontes: NBR 9050: Norma Técnica para acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos 

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Gesso: sim, sou reciclável!!

Largamente utilizado em nossas obras atualmente, para o revestimento de tetos e paredes assim como também para divisórias, o Gesso também é um dos principais componentes do sistema Light Steel Frame.

Instalação de Forro de gesso
Fonte: Banco de Imagens Google

 

A quantidade de gesso usada no Brasil na década de 90

 era equivalente a 5 quilos por habitante ao ano. 

Atualmente a média anual está em 30 quilos por brasileiro.

A matéria-prima para a fabricação do gesso é o minério chamado gipsita, cujas maiores jazidas estão localizadas no polo gesseiro de Araripe, no sertão de Pernambuco – o polo é responsável por 95% da produção nacional.

Dado essa grande utilização deste material, o descarte de sobras e a reciclagem do mesmo precisa ser pensada de forma séria. Destinar os resíduos deste material para a reciclagem e após aplicá-los nos processos produtivos, além de reduzir a extração do minério gipsita (matéria-prima para a fabricação do gesso), ainda contribui para a diminuição do descarte inadequado do material, bem como a mitigação da contaminação do solo e lençol freático.

Um dos principais motivos para reaproveitar o gesso é diminuir o impacto da logística da distribuição do produto. Desde a extração do minério, nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o material viaja cerca de 3 mil quilômetros até o Paraná. 

Quando descartado de forma inadequada em aterros, pode acarretar sérios problemas ambientais devido as suas características físicas e químicas, que em contato com ambiente pode se tornar tóxico, pois o resíduo de gesso é constituído de sulfato de cálcio di-hidratado. A incineração deste material também pode produzir o dióxido de enxofre, um gás tóxico. As possibilidades de minimizar o impacto ambiental, portanto, estão na redução da geração do resíduo, na reutilização e na reciclagem.

Reciclagem do Gesso
Fonte: Banco de Imagens Google

Gesso sustentável 

Pensando nisso, um estudo estudo conduzido na Unicamp apontou a viabilidade de reciclar o resíduo do gesso proveniente da construção civil. A pesquisa, desenvolvida pela engenheira civil Sayonara Maria de Moraes Pinheiro, atestou a possibilidade de recuperar o material, mantendo as mesmas propriedades físicas e mecânicas do gesso comercial.

O modelo experimental para a reciclagem do resíduo envolve duas fases, moagem e calcinação. Após estas etapas foram avaliadas as propriedades físicas e mecânicas do material reciclado.

“Os resíduos foram submetidos a ciclos de reciclagem consecutivos. Com estes ciclos, nós queríamos verificar se era possível reciclar o gesso, que já havia passado por processo de reciclo. Chegamos até o 5º ciclo de reciclagem e o gesso apresentou características químicas e microestruturais similares ao longo de todo o processo. Podemos inferir, portanto, que ele pode ser reciclado indefinidamente”, conclui.

Os ciclos de reciclagem provam, segundo a engenheira, que o gesso da construção civil pode ser totalmente sustentável.

“Pode-se utilizar o resíduo  em diversos ciclos de reciclagem, que é uma das diretrizes da sustentabilidade no setor. Além disso, evita a extração da matéria-prima de fabricação do gesso, que é a gipsita”, complementa.

A responsabilidade pela correta destinação dos resíduos de gesso é dos geradores, ou seja, neste caso os construtores. Os mesmos devem separa-los em caçambas específicas para este material, para que o descarte seja realizado corretamente.

O gesso precisa ser recolhido em caçambas específicas.
Fonte: Banco de imagens Google

Reciclagem

O que era voluntário passou a ser compulsório. Com o desenvolvimento de tecnologias para reaproveitar os resíduos de gesso, o material passou para a categoria de reciclagem obrigatória.A resolução nº 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) alterou a classificação material de Classe C (ou seja, materiais que devem ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com as normas técnicas específicas), para a Classe B (ou seja, materiais que deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados para áreas de armazenamento temporário, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura).

Aqui no Rio Grande do Sul ainda possuímos poucas empresas que reciclam este material, sendo que a maioria das empresas daqui reutilizam o gesso reciclado como fertilizante na agricultura.

Fontes:

 http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=29&Cod=1321

 http://obrassustentaveis.com.br

http://pct.capes.gov.br/teses/2011/33003017041P4/TES.PDF

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Você já pensou em usar carpete na sua casa?

Com todas as opções existentes para revestimentos de pisos, o carpete muitas vezes não é levado em conta como opção por falta de informações.Lembro-me de um tempo em que ter carpete nas áreas, como quarto e sala, em casa, era praxe na arquitetura de interiores. Com a tecnologia invadindo o mundo dos pisos e revestimentos ficou cada vez mais fácil trabalhar com materiais como a madeira e até mesmo o porcelanato em suas diversas texturas e cores.

Aos poucos o carpete foi perdendo seu espaço, até por que a utilização do carpete sempre foi muito ligada a problemas com sujeira, poeira (que pode implicar em questões de saúde) e a própria manutenção do produto.

O que muitas pessoas não sabem é que o carpete também EVOLUIU MUITO, e a tecnologia que tanto faz parte dos nossos revestimentos também está presente nesse material.Um exemplo disso, é que existe uma ampla gama de materiais empregados para a fabricação de carpetes, desde as fibras naturais como as sintéticas. É fundamental atentar para as características do local onde o carpete será utilizado, bem como a rotina do ambiente e manutenção antes de escolher que tipo de carpete utilizar. Confira as características dos principais tipos de carpetes:

  • Carpete de nylon: as fibras de nylon são resistentes ao desgaste e ao mofo. O produto também possui boa vida útil e resilência ao peso dos móveis. O nylon pode ser tingido em uma grande variedade cores, resultando em mais opções de escolha de estilo. Por essas razões, os carpetes de nylon estão entre os mais populares no mercado. O carpete de nylon é um dos mais indicados para ambientes de intensa circulação de pessoas.
  • Carpete de polipropileno: o uso desse tipo de carpete como forração para interiores é cada vez mais comum. Resistência a manchas e facilidade de manutenção estão entre as principais vantagens do produto. O seu uso é indicado para áreas de tráfego intenso e cômodos suscetíveis a danos por manchas como o quarto infantil.
  • Carpete de poliéster: o toque macio aliado a uma boa resiliência são os pontos fortes dos carpetes de poliéster. O material também possui propriedades antialérgicas, já que inibe a formação de mofo. Ele também é uma opção de produto ecológico, já que muitos carpetes de poliéster atuais são feitos de garrafas PET recicladas.
Carpete residencial
Fonte: Google imagens

Carpete X Alergia

As  alergias mais comum como renite alérgica e asma são causadas por ácaros, que são artrópodes menores que um milímetro, e seu habitat é a poeira da casa, a chamada poeira fina.Os ácaros se proliferam em locais úmidos e aonde possam se alimentar (Ácaros se alimentam de restos de cabelos, restos de pele (células mortas da pele), pelos, caspas, restos de alimento e mofo. Ou seja, eles podem estar na sua cama, na sua cortina, no seu sofá…

Nos ambientes da nossa casa, independente do tipo de piso, existe uma quantidade considerável de pó flutuando no ar. O carpete tem excelentes propriedades para reter este pó. Conforme o pó assenta, fica retido entre as fibras até que seja aspirado, sendo assim totalmente eliminado do ambiente.

Dessa forma, em ambientes acarpetados a quantidade de pó flutuando no ar é inferior a ambientes revestidos com pisos frios

Os carpetes são construídos com fibras sintéticas onde os ácaros não sobrevivem. Carpetes não são um terreno fértil, portanto não são uma causa direta.O fato de o carpete reter o pó, evitando que flutue no ar, o torna mais saudável que outros tipos de piso

Fonte: http://beaulieu.com.br/alergia

Limpeza

Como comentei no início do texto, com a evolução da tecnologia empregada nos carpetes, até a limpeza se torna mais fácil. Existem carpetes com fibras altamente resistentes e à prova de manchas. Nesse caso, se algum acidente acontecer e algo cair e sujar o carpete, uma mistura simples de água sanitária e água comum resolve.

Além disso, a limpeza do carpete é feita com aspirador de pó, o importante é manter uma rotina de limpeza para a conservação do mesmo. Uma vez por ano é recomendado uma limpeza profissional.

Fonte: Google imagens

Conforto Acústico e Térmico

A superfície e a base secundária do carpete agem como isolantes térmicos. Em ambientes aclimatizados, as fibras sintéticas armazenam pequenas quantidades de ar que retêm a temperatura por mais tempo, proporcionando menos consumo de energia, tornando-o mais confortável e agradável do que qualquer outro tipo de revestimento para o piso.

Para melhorar ainda questões de conforto, a utilização de uma espuma de Poliuretano  sob o carpete, protege e prolonga sua vida útil.

A espuma é um produto reciclado, reciclável e ambientalmente CORRETO.

                    Fonte: Projeto residencial – Arq. Daniela Manosso Bampi

Sustentabilidade

Algumas empresas fabricantes de carpete, como por exemplo, a Beaulieu do Brasil já possuem o Rótulo Ecológico ABNT para os revestimentos têxteis para o piso. O certificado é a garantia ao mercado de que a empresa está comprometida com a redução dos impactos ambientais do seu processo, com a redução de desperdícios (reciclagem de resíduos) e com a melhoria dos seus processos produtivos, com aumento de eficiência.

 

Fonte: ABNT

 

 É verdade que muitas são as opções de cores, texturas e tecnologias presentes em cada tipo de carpete, e que é claro, comparado com outros materiais como porcelanatos ou pisos laminados ou vinílicos as vantagens e desvantagens podem ser comparadas a fundo, mas no final das contas, o que manda mesmo é o nosso gosto pessoal, não é mesmo? Então lembre-se, esteja sempre aberto as possibilidades. Seu arquiteto vai poder fazer as melhores comparações dentro das suas necessidades!

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GAGraduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Fontes: https://www.westwing.com.br/carpete/ e  http://beaulieu.com.br/alergia

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