A Experiência do Consumidor

Como o ambiente pode influenciar na nossa ligação com uma marca ou um espaço comercial e contribuir para a experiência do consumidor?

A experiência proporcionada aos consumidores de serviços vem sendo considerada uma ferramenta estratégica colocada a serviço da vantagem competitiva em loja e ambientes de serviços.

Na maioria das vezes, vamos à uma loja, ou à um espaço de serviços, certo do que queremos, mas sim, algumas vezes compramos outros produtos que não estavam bem na nossa lista mas nos interessaram muito, e isso muitas vezes é por que nos sentimos bem, e confiamos na marca que estamos comprando, mas quais os principais fatores, relacionados com a arquitetura, que podem contribuir para essa experiência positiva?

Hoje vamos tratar sobre o que torna memorável nossas experiências em algumas lojas, e como isso pode ser positivo para os negócios.

Além da importância da funcionalidade do ambiente da loja para os clientes, muitos estudos descobriram que estímulos e evidências físicas do ambiente de varejo têm influência sobre os estados emocionais dos clientes e sobre as experiências de consumo.

Principais Fatores de Design

Mas quais os principais fatores de design de um ambiente que podem influenciar nessa experiência memorável?
Alguns dos principais autores sobre o assunto citam quatro características principais:

1. Organização
2. Dimensão dos espaços de circulação
3.Limpeza
4. Exposição das mercadorias

Além dos fatores de design, outros estudiosos também citam fatores sociais e ambientais que podem ampliar essa experiência:

1. Cheiro
2. Temperatura ambiental
3.Sons

Desta forma, entendendo essas características, podemos observar que o ambiente global – fatores de design e ambientais – podem influir favoravelmente na experiência de compra, na percepção de mercadoria, no serviço e na imagem, interferindo principalmente no posicionamento do estabelecimento. Em decorrência, essa influência pode fortificar os vínculos de fidelidade e de satisfação, prolongando a permanência do consumidor no estabelecimento e podendo trazer maior rentabilidade ao varejista.

Mas e afinal, como criar emoções que despertem encantamento, divertimento, excitação e espontaneidade nos projetos de ambientes comerciais?

Ao contratar um arquiteto especializado em arquitetura comercial, alguns itens como estudo de Layout, iluminação, sinalização e setorização por produtos são essenciais para o inicio de um bom projeto comercial.

Sobre esses itens específicos eles dizem respeito à organização e exposição de mercadorias, adequação da iluminação e facilidades para a localização de produtos. Essas são as principais características levantadas para os fatores de design e são os indicativos preponderantes na percepção do valor de compra.
Entender sobre o produto ou serviço que será oferecido também é outro ponto muito importante, é neste momento que o arquiteto irá criar estratégias específicas para cada ambiente.

Os projetos de design de interiores para ambientes comerciais devem considerar o conhecimento pleno das expectativas dos consumidores e o posicionamento dos concorrentes.

É preciso compreender como os diversos estímulos do ambiente influem no comportamento do consumidor, desta forma, fornecer uma experiência memorável para seu cliente irá render muitos frutos positivos para seu negócio!


Arquiteta Daniela Manosso Bampi – @arq.danielambampi

Master em Arquitetura Comercial
MBA Arquitetura Sustentável
👉www.danielamb.com.br
☎ 54 999698965

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Visual Merchandising e Vitrinismo

Breve introdução:

Visual Merchandising é uma ferramente do dentro do Merchandising, e o Merchandising uma ferramenta dentro do Marketing, ou seja, o Visual Merchandising é uma ferramenta da qual se utiliza o Marketing de uma empresa. ,


O Visual merchandising é uma estratégia de varejo que trabalha o ambiente do ponto de venda, e cria uma identidade da loja ou da marca a ser trabalhada, também personaliza o ambiente através do design, do layout e da disposição dos produtos, impulsionando e influenciando nas decisões de compra dos clientes.

Desde 1840, com o início da produção de grandes painéis de vidro, o vitrinismo e Visual merchandising foram evoluindo. No início, as vitrines era utilizadas como palcos, com teatralidade e a representação da vida real.

Imagem da Internet

Já nos anos de 1900, muitos artistas como Salvador Dalí, Andy Warhol e outros também ousaram transformar as vitrine em um produto como parte de uma instalação de arte, nesse momento as vitrines era muito mais artísticas.

Salvador Dali – Imagem da Internet

Segundo Tony Morgan, autor do Livo Visual Merchandising, no século XXI, o principal desafio para as lojas físicas é a internet. Comprar de casa não apenas é mais fácil, mas também tem a questão de preços mais competitivos. Com toda essa pressão, o Visual Merchandiser será uma das peças chave para atrais e prender a atenção dos consumidores.

Imagem da Internet

Dentro das estratégias do VM, buscamos apresentar uma imagem daquilo ou de quem o cliente pode ser quando usar o produto exibido, e é por isso que é tão importante pensar na forma de mostrar este produto.

Como prática projetal, um bom projeto de VM passa pelo briefing, pesquisa da marca e público alvo, um bom moodboard e o projeto final em si.

Os principais elementos que uma boa vitrine e interior de loja devem ter, é uma boa composição entre cor, textura, linha, e iluminação. Estes são itens obrigatórios para projetos de destaque.
Por isso, o trabalho do arquiteto ou do Visual Merchandiser é essencial para que sua loja comunique-se de forma verdadeira e atraente para o seu público alvo.


Abaixo selecionamos 5 conceitos mais utilizados no mundo do Visual merchandising para você ficar por dentro!

Layout: Layout e design são pontos de partida para o Visual merchandising. Esta é a maneira específica em que a loja é projetada, é o desenho físico do seu negócio. O Layout é pensado com base em uma combinação de estratégia e apelo estético.
É nesta etapa que são estudados também questões de fluxos dentro da loja, o que irá possibilitar a correta escolha da exibição de cada produto.

Estudo de fluxos conforme disposição de mobiliário em loja – Imagem da internet
Layout – Imagem da Internet

Cross Merchandising: É a prática de exibir ou reunir produtos de diferentes categorias para gerar vendas adicionais. Por exemplo: exposição de calçados com bolsas, lenço e cinto, formando uma proposta de uso conjunto dos produtos.

Cross Merchandising – Imagem da internet

Display: Refere-se ao expositor de produtos. Pode ser desde um móvel de chão como um expositor de jóias na vitrine. Os display podem ser comprados prontos ou desenhados especificamente para um projeto.

Display: Imagem da internet

Hot Spot: Numa tradução livre, pode significar “ponto quente” , ou seja, é o espaço que denomina o lugar de maior fluxo, trafego e atração dos clientes dentro do espaço de exposição da loja.

Hot Spot – Imagem da internet

Planograma: Também conhecido no Brasil por POG (do inglês Plan-O-Gram). POG é a representação gráfica da exposição de produtos da sua loja. É um plano detalhado da disposição das mercadorias no chão, parede e nos acessórios.

Projeto de Loja – Arq. Daniela Manosso Bampi
Projeto de Loja – Arq. Daniela Manosso Bampi

E lembre-se: Para que um negócio do varejo seja bem-sucedido, é imprescindível que se compreenda a importância das ações do Visual Merchanding no processo de compra.

Pode-se dizer que o Visual Merchandising é um fator decisivo no sucesso ou fracasso de uma empresa – fica apenas em segundo plano se o compararmos com o relacionamento para com o cliente, que quando mal executado pode levar a empresa ao fracasso independente de qualquer ação de Marketing ou Merchandising. (Fonte: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/ap/artigos/visual-merchandising,b9d3ace85e4ef510VgnVCM1000004c00210aRCRD
)


Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul,Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC e pós graduanda em Arquitetura Comercial pelo IPOG.

Contatos:

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Importância de um bom projeto para seu ambiente comercial

Você tem uma loja ou um escritório que recepciona diariamente seus clientes?
Então vale a pena ler nosso texto de hoje!

No ano passado estive em Miami, Florida, e por lá visitei diversas lojas e espaços comerciais realmente me impressionaram pela forma como o sucesso de um ponto varejista está diretamente relacionado com a arquitetura do ambiente. 

Atualmente, o conceito mais forte para a arquitetura comercial  é a –experiência do consumidor.

Este conceito está começando a ser praticado em larga escala.
Seja na forma da tematização cênica das lojas e na criação de narrativas que envolvem os clientes através do layout dos espaços tanto em ambientes comercias quanto em escritório de serviços que buscam transparecer em seus ambientes um pouco sobre a essência da empresa.

Como resultado, o ambiente servirá também para aproximar o usuário dos produtos e de seus produtores.

Whole Foods Market – Fotos e textos explicativos mostrando quem foram as pessoas responsáveis pelo plantio, colheita, e etc. dos produtos que ali oferecidos. Arquivo Pessoal

Interatividade com o consumidor

Utilizar da  interatividade com o consumidor e de estratégias de design e arquitetura para enriquecer a experiência de compras dos clientes é algo que com certeza pode trazer muitos bons frutos para sua marca/empresa.

Os projetos e técnicas de iluminação também merecem atenção por aqui. por exemplo, em um projeto luminotécnico bem específico é possível dar destaque, e aumentar a valorização pelo aumento da percepção de qualidade dos produtos destacados, diferencial muito importante para  quem quer manter seus produtos bem apresentados.

Bass Pro Shop – Exposição de produtos, programação visual, materiais e revestimentos de diversos tipos para atrair o público a conhecer os milhares de itens da loja / Arquivo Pessoal

Arquitetura flexível

Por fim, vemos também uma grande movimentação pela arquitetura flexível.

Uma arquitetura em que a possibilidade de mudanças nos ambientes seja permitida, sem que o mobiliário ou objetos decorativos imponham de forma rígida como o ambiente deve ser.

O varejo e a arquitetura corporativa evoluiu e a arquitetura evolui junto.

E como está sua loja ou seu ambiente comercial? Pronto para receber e poder da melhor forma possível expor seus produtos e serviços para o seu cliente?
Pense nisso.
Aproveita e visita nossa página do face, lá postamos semanalmente novidades e ideais de novos projetos!

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Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.


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Laje nervurada , você precisa conhecer!

Você acha que a utilização da técnica de Laje Nervurada é nova?? Engana-se, pois apesar de os fatos históricos serem imprecisos, sabe-se que em 1854, William Boutland Wilkinson patenteou um sistema em concreto armado de pequenas vigas regularmente espaçadas, onde os vazios entre as nervuras foram obtidos pela colocação de moldes de gesso, sendo uma fina capa de concreto executada como plano de piso,dando portanto início definitivo ao uso deste técnica.



Mas o que são Lajes Nervuradas?

Uma laje nervurada é constituída por um conjunto de vigas que se cruzam, solidarizadas pela mesa. Esse elemento estrutural tem comportamento intermediário entre o de laje maciça e o de grelha.Segundo a NBR 6118:2003, lajes nervuradas são “lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração é constituída por nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte.”

Tipos de lajes nervuradas:

Moldadas no local ou com molduras pré-fabricadas;
Mesa única ou caixão perdido;
Com ou sem capitéis e/ou vigas-faixa.

Dispostas em grandes ou pequenos vãos, em residências ou edifícios, as lajes nervuradas proporcionam economia às construções. Esse sistema utiliza pouco concreto no fundo da laje – que abraça a armadura localizada nas nervuras.

É até comum notar, por debaixo dessas lajes, espaços vazios que eram ocupados, durante a concretagem, por moldes plásticos com formas curvas — também conhecidos como cubetas. Na maioria dos casos, são moldadas in loco com fôrmas. Mas também podem apropriar-se de vigotas pré-moldadas de concreto comum ou protendido que dispensam o uso de fôrmas. Nesse caso, após a concretagem, as vigotas assumem o papel das nervuras.

Comparação entre laje nervurada e laje maciça Fonte: http://www.atex.com.br/pt/formas/laje-nervurada/

Esta tecnologia construtiva chega a reduzir o consumo de aço e concreto em até 30%, diminuindo também o peso total da estrutura.

As lajes nervuradas de concreto podem ser obtidas por meio da utilização de cubetas plásticas, blocos de isopor, blocos cerâmicos ou blocos de concreto leve e podem ser empregadas em qualquer tipo de obra, desde edificações térreas até as de vários pavimentos.

De maneira geral as lajes nervuradas possuem um bom desempenho acústico e térmico e não deixam a desejar em relação às lajes maciças. Em relação ao desempenho térmico passam a ser condicionantes as questões relativas à resistência ao fogo que, por sua vez, pode conduzir a dimensões mais onerosas do que as normalmente necessárias em situações convencionais.

Grandes Vãos

Lajes maciças demandam grande consumo de concreto e, consequentemente, peso próprio elevado. Já as lajes nervuradas, mesmo com alturas maiores, são mais leves que as convencionais, reduzindo os esforços nas vigas, pilares e fundações. Resumidamente, para grandes vãos, o emprego das lajes nervuradas é mais indicado.

Grande vão utilizando Laje Nervurada Fonte:http://www.atex.com.br/pt/formas/laje-nervurada/

Como o consumo de aço e concreto das nervuradas é menor do que o das maciças, quanto maior o vão, mais econômico sairá o projeto.

A laje nervurada foi a escolhida para a execução de um dos nossos projetos arquitetônicos aqui em Caxias do Sul em uma obra comercial de reforma de edificação que necessitava de grandes vãos com poucos pilares dispostos pelo ambiente. Dá uma olhada nas fotos!

Laje Nervurada – Obra Caxias do Sul Fonte: Arquivo Pessoal

Laje Nervurada – Obra Caxias do Sul Fonte: Arquivo Pessoal

 Fontes:

https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/laje-nervurada-e-solucao-agil-e-economica_8593_10_0

https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/lajes-nervuradas-garantem-economia-a-construcao_11026_0_1

LAJES MACIÇAS DE CONCRETO ARMADO

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Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

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