Amianto: Prenda a respiração!

Dentre as várias responsabilidades da construção civil, uma delas é garantir que o ambiente em que  a gente vive, seja saudável e sustentável. E vamos além, devemos garantir também que os trabalhadores que atuam  na construção das nossas casas, empresas e instituições, tenham um ambiente saudável também. A muito tempo quero falar de um assunto um pouco polêmico por aqui no Brasil : o uso do Amianto.

Como assim polêmico?
Mas ele não é um produto super perigoso para a saúde?

SIM!!!! Afinal, os fragmentos microscópicos de fibras de amianto são potencialmente perigosos quando inalados e podem provocar doenças respiratórias como:

  • Câncer de pulmão, que é o mais comum em pessoas expostas ao amianto;
  • Mesotelioma, uma forma de câncer no peito que praticamente só ocorre em pessoas expostas ao amianto;
  • Asbestose, uma doença que causa falta de ar e pode levar a problemas respiratórios mais graves.
  • Fonte:http://dc.clicrbs.com.br/sc/estilo-de-vida/noticia/2017/08/entenda-por-que-o-amianto-faz-mal-para-saude-e-esta-banido-de-santa-catarina-9879496.html

    Mas afinal, o que é o Amianto?

Ele é um mineral que ocorre na natureza. Uma variedade da substância, o amianto branco, é usado na indústria da construção civil nos países em desenvolvimento, mas é proibido na maioria dos países industrializados, devido aos riscos para a saúde.

amianto branco
Amianto branco

Outras formas do produto – o azul e o marrom – são proibidos em todo o mundo.

Há duas décadas, muitas telhas, pastilhas de freio e caixas d’água, entre outros produtos, eram fabricados com fibra de asbesto, mais conhecido como amianto, no Brasil. Nos dias de hoje, a matéria-prima já foi proibida em mais de 50 países – inclusive no Brasil – por ser comprovadamente cancerígena. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que cerca de 100 mil pessoas morrem por ano devido a doenças causada pela inalação desta substância.

Fibrocimento em cheque: mitos e verdades sobre a telha de amianto

Mas então,qual a polêmica?

Alguns especialistas afirmam que a variação branca do produto traz menos risco à saúde do que o azul e marrom, mas mesmo empresas que vendem a substância dizem que os trabalhadores devem evitar inalar o ar com o produto.

A recomendação é clara : Não inale o Amianto.

Um órgão de saúde do governo americano afirmou que a exposição a contaminação do ar pelo amianto ao longo de uma vida toda de trabalho pode provocar cinco mortes por câncer e duas por asbestose em cada mil trabalhadores.

O principal contraponto aqui no Brasil, vem principalmente de estados em que  se concentram grandes produtores de produtos que tem em sua base, a utilização do amianto e possuem representação no congresso nacional.

Eles alegam que o tipo de amianto brasileiro é o crisotila (branco) puro, que seria menos contaminante, e por isso sua proibição deveria ser cancelada. Outro argumento é o de que o amianto traz “apenas” problemas ocupacionais (oriundos do trabalho) aos operários. (Como se isso não fosse o suficiente para banir o material!!).

No entanto, há um campo aberto para o debate, já que a quebra do amianto em uma situação doméstica ou um descarte incorreto no meio ambiente poderiam causar a inalação da “poeira assassina” por parte do consumidor.

E apesar de todos os contrapontos levantados pelas indústrias que defendem a utilização do amianto, algumas respostas ainda não foram solucionadas:

  • Como se dá a descontaminação do amianto?
  • Quais problemas ele pode causar aos consumidores finais e o que fazer com a sua telha de amianto antiga?
  • E afinal, existe alguma forma real de “controlar” a exposição às partículas que são liberadas no ar?De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e outras entidades que defendem o banimento do produto, apesar dos benefícios da substância para a economia nacional – geração de empregos, exportação, barateamento de materiais de construção -, a comprovação de que a substância é cancerígena e causa danos ao meio ambiente já é o suficiente para o banimento do produto.

A proibição

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu no ano passado, por proibir, em todo o país, a produção, a comercialização e o uso do amianto tipo crisotila, usado, principalmente, para fabricação de telhas e caixas d´água.

Vários estados, como próprio Rio Grande do Sul já proibiam a comercialização deste produto .

Mas somente no ano passado os ministros entenderam que o artigo da lei federal que permitia o uso da do amianto crisotila na construção civil é inconstitucional. Os magistrados concluíram ainda que essa decisão deve ser seguida por todas as instâncias do Judiciário.

Pelo entendimento do Supremo, o Congresso não poderá mais aprovar nenhuma lei para autorizar o uso deste material. Além disso, os estados também não poderão editar leis que permitam a utilização do produto.

Ufa! Estamos livres do amianto, certo?

É….mais ou menos.
Apesar da proibição nacional, e em países da União Europeia, na Austrália e em mais de outros 20 países, algumas nações como  China, Índia e Rússia são grandes consumidores deste produto. E os maiores exportadores são Rússia, Cazaquistão e Canadá.

Portanto, precisamos atentar principalmente quando compramos produtos de origem destes países que permitem a utilização do amianto, pois atualmente a entrada deste produto no país ainda pode ocorrer.

E se eu precisar descartar um produto antigo que contém amianto?

A recomendação é de que o descarte seja feito juntamente com resíduos tóxicos, em aterros especializados. E atenção :  o material não tem como ser reutilizado ou reciclado.

Para descartar seus produtos antigos que contem a substância procure os postos aqui ou entre em contato com a prefeitura de sua cidade para fazer a destinação correta.

Ficou curisoso com assunto?
Quer saber mais?
Fica aqui a dica de um documentário produzido pela Globo News que pode esclarecer um pouco mais sobre suas dúvidas:

https://youtu.be/NptrP1p3OQ4


Fontes:
https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2010/07/100721_amianto_qa_dg
https://oglobo.globo.com/economia/amianto-de-9-empresas-7-ja-deixaram-de-usar-fibra-ou-vao-abandona-la-ate-2018-21646999


Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.


Contatos:

daniela@danielamb.com.br
www.danielamb.com.br

Curta nossa página do Face e nosso Instagram e fique por dentro das novidades!

5 coisas que aprendi no meu primeiro ano como empreendedora

1. O “frio na barriga” se mantém por um bom tempo

Sempre que alguém me pergunta o pior sobre possuir meu próprio negócio, é uma resposta fácil: ANSIEDADE. Mesmo quando você não está trabalhando, há um zumbido de ansiedade que permanece na sua cabeça.

Ansiedade de como você vai resolver certo problema, como você vai atingir sua meta, se X  cliente vai ficar satisfeito  … e a lista continua. Mas aqui está o que me fez passar por isso. 

Organização e estabelecimento de metas.

A ansiedade desaparece quando você consegue perceber que há tempo para resolver todos os problemas.

E lembre-se, está tudo bem você precisar de ajuda de outros profissionais, isso é totalmente normal, ninguém sabe tudo e a melhor coisa do mundo é deixar cada profissional resolver os problemas da sua área.

Confie no seu administrador, na sua equipe de marketing, na sua empresa de contabilidade e tantos outros profissionais que podem ajudar você a crescer. Dessa forma a ansiedade é compartilhada e aos poucos você vai aprendendo a lidar com ela.

2. Você precisa ter um controle financeiro adequado.

O Google Docs ou o seu bloco de notas do iPhone podem parecer bons para a contabilidade nos primeiros meses, mas acredite, você precisa de algo mais completo….a menos que você seja um gênio das finanças um sistema que compreenda algumas outras informações é necessário.

Eu pessoalmente trabalho com tabelas de Excel (elaboradas pelo meu excelentíssimo administrador, que é muito suspeito falar, por que também é meu amado kkk) onde posso acompanhar contas a receber,  despesas e todo o fluxo de caixa.

Mas existem diversos aplicativos gratuitos, ou por um custo mensal muito baixo na internet e que são de excelente qualidade.

Adquira o hábito de abrir o aplicativo diariamente e acompanhar tudo à medida que avança.

Ele não só ajudará principalmente com impostos, mas você não gastará horas faturando e adicionando horas ou inventário a cada mês também. Mais tempo para gastar construindo seu império, é claro!kkkk

3. Haverão altos e baixos

Se você saiu de um emprego corporativo, ou se assim como eu, mudou uma situação a qual você achava que já estava estável, as vezes pode ser um dos sentimentos mais libertadores do mundo, mas também pode ser um caminho cheio de dúvidas e medos.

Não tenha medo de mudar. Você não é obrigado a seguir um mesmo caminho a vida toda só por que em um momento da vida você fez uma decisão, ou então por que “a sociedade” acha que é o certo. Toca ficha, mude, faça, se planeje para ir em busca do que você necessita para ser feliz.

E , embora esse novo momento esteja cheio de altos, haverá momentos em que o estresse é maior, em que um projeto que você imaginou não deu certo, ou você perde um cliente ou algo ou algo que você queria como retorno não acontece.

Mas o que realmente compensa são os dias de plena certeza de que o que você está fazendo é por um propósito.

Ser empresário ou empreendedor é glorioso de certa forma, mas nem sempre. Prepare-se para sentir-se desmotivado, confuso e assustado – sem falsamente esperar sentir-se alto todos os dias. É normal!

4. Você precisa aprender a “desligar-se”

Como eu já havia passado por uma experiência em que no meu primeiro ano quase tive orgulho de estar disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, nessa nova fase da minha vida percebi que não precisamos ser tão displicentes com nossa vida pessoal.

Ao contrário de estar em um ambiente corporativo, seu trabalho e sua vida doméstica se misturam, e é realmente viciante construir sua carreira empreendedora… mas não deixe que isso assuma completamente!

Você acabará atingindo um esgotamento e seu trabalho sofrerá por causa disso. Além disso, simplesmente não é saudável dar toda a sua atenção a uma coisa.

Empreendedor ou não, coisas como passar tempo com a família, os amigos e o autocuidado são cruciais. É fácil se isolar em uma mentalidade de “primeiro trabalho”, mas certifique-se de ter tempo para recarregar essa paixão!

5. Qualidade sobre a quantidade

Quando você vê os números em reais anexados a um projeto, é da natureza humana dizer “sim” e pular de cabeça em qualquer oferta.

Diferentemente de um salário, é possível ver números monetários específicos mudarem com base no trabalho que você está fazendo.

E o pensamento de mais dinheiro faz a maioria das pessoas felizes – especialmente no começo. Mas o que eu aprendi foi, como a maioria dos aspectos da vida, a qualidade supera a quantidade.

Participei de alguns projetos para os quais eu não tive tempo no começo e, francamente, não estava entusiasmada. O trabalho sofreu e acabei essencialmente falhando com esses clientes.

Seguindo em frente, trabalhei em uma lista de tarefas mais limitada a qual elaborei através do conhecimento de quem são meus clientes, quais suas reais necessidades e o que eu realmente tenho a oferecer a eles.

Me certifiquei de que estava realmente interessada em tudo o que eu estava participando. Foi um dos melhores trabalhos da minha carreira e meus clientes ficaram em êxtase.

No final, só porque você tem a chance de dizer sim para mais coisas, não significa que você deveria. Continue voltando aos seus valores e objetivos estabelecidos lá no início de tudo (se você ainda não estabeleceu seus valores e objetivos para tudo e vai lá fazer isso! ). E lembre-se, o dinheiro sempre pode ser compensado, mas o tempo e a qualidade do trabalho não podem.


E por fim, neste primeiro ano como empreendedora do meu próprio negócio aprendi que sou muito mais forte do que imaginava, e o melhor, que posso sim atingir todas as metas que me coloquei se houver respeito, cumplicidade e sinceridade comigo mesma e com o meu negócio.

A Daniela Manosso Bampi – Arquitetura Inteligente está comemorando seu primeiro ano de atividades, e eu agradeço diariamente pela oportunidade de poder seguir meus ideias.
E quando for necessário mudar, não haverá medo, pois agora sei que as mudanças existem para fazer a gente crescer!


Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.


Contatos:

daniela@danielamb.com.br
www.danielamb.com.br

Curta nossa página do Face e nosso Instagram e fique por dentro das novidades!

 

Importância de um bom projeto para seu ambiente comercial

Você tem uma loja ou um escritório que recepciona diariamente seus clientes?
Então vale a pena ler nosso texto de hoje!

No ano passado estive em Miami, Florida, e por lá visitei diversas lojas e espaços comerciais realmente me impressionaram pela forma como o sucesso de um ponto varejista está diretamente relacionado com a arquitetura do ambiente. 

Atualmente, o conceito mais forte para a arquitetura comercial  é a –experiência do consumidor.

Este conceito está começando a ser praticado em larga escala.
Seja na forma da tematização cênica das lojas e na criação de narrativas que envolvem os clientes através do layout dos espaços tanto em ambientes comercias quanto em escritório de serviços que buscam transparecer em seus ambientes um pouco sobre a essência da empresa.

Como resultado, o ambiente servirá também para aproximar o usuário dos produtos e de seus produtores.

Whole Foods Market – Fotos e textos explicativos mostrando quem foram as pessoas responsáveis pelo plantio, colheita, e etc. dos produtos que ali oferecidos. Arquivo Pessoal

Interatividade com o consumidor

Utilizar da  interatividade com o consumidor e de estratégias de design e arquitetura para enriquecer a experiência de compras dos clientes é algo que com certeza pode trazer muitos bons frutos para sua marca/empresa.

Os projetos e técnicas de iluminação também merecem atenção por aqui. por exemplo, em um projeto luminotécnico bem específico é possível dar destaque, e aumentar a valorização pelo aumento da percepção de qualidade dos produtos destacados, diferencial muito importante para  quem quer manter seus produtos bem apresentados.

Bass Pro Shop – Exposição de produtos, programação visual, materiais e revestimentos de diversos tipos para atrair o público a conhecer os milhares de itens da loja / Arquivo Pessoal

Arquitetura flexível

Por fim, vemos também uma grande movimentação pela arquitetura flexível.

Uma arquitetura em que a possibilidade de mudanças nos ambientes seja permitida, sem que o mobiliário ou objetos decorativos imponham de forma rígida como o ambiente deve ser.

O varejo e a arquitetura corporativa evoluiu e a arquitetura evolui junto.

E como está sua loja ou seu ambiente comercial? Pronto para receber e poder da melhor forma possível expor seus produtos e serviços para o seu cliente?
Pense nisso.
Aproveita e visita nossa página do face, lá postamos semanalmente novidades e ideais de novos projetos!

https://www.facebook.com/arq.danielamb/?ref=bookmarks


Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.


Contatos:

daniela@danielamb.com.br
www.danielamb.com.br

Curta nossa página do Face e nosso Instagram e fique por dentro das novidades!

 

Semelhança do Light Steel Frame, uma Ferrari e um Gol?

Você está em busca de uma obra rápida? Tipo quando quer comprar um carro, decide o modelo (junta o dinheiro) e vai lá comprar?O sonho seria uma obra tipo Irmãos à Obra ne? Em um episódio tudo pronto. Hahahahaha
tá…não vamos exagerar também…lá o negócio é outro nível hihihihi

Mas estou falando de uma obra residencial, rápida, com muito menos dor de cabeça.

E detalhe, as dores de cabeça de uma obra geralmente ocorrem quando nós não conhecemos o processo e acabamos ficando preocupados com o andar das coisas, ou então, quando pulamos algumas etapas (como o projeto) e o “resolver na hora” acaba não funcionando.

Eu já falo do Light Steel frame por aqui faz tempo, e tem uma comparação que eu gosto muito de usar, que é o do processo de fabricação dos carros e de uma casa no sistema quer ver por que eu uso isso?

Assista ao vídeo sobre este texto no nosso Canal do Youtube! ; )

Produção de Carros e LSF?

1º não existe estrutura de Light Steel Frame sem um bom projeto. Sim, e isso é maravilhoso! Você já viu uma Ferrari sendo feita sem projeto? Ou qualquer outro carro saindo da loja sem o manual completo de instruções?

É…não é a toa que a industrialização dá tão certo no segmento automotivo não é mesmo? Já pensou se ao escolher um carro de luxo, o comprador decidisse que não quer a suspensão programada para o carro por que ele achou muito pesada, ou pior, que não quer o Air Bag por que isso torna o carro mais caro? Pois é gente, esses detalhes são importantíssimos para um bom desempenho e segurança de qualquer carro, do mais popular ao mais luxuoso, e sabe o que eles tem mais em comum?

PROJETO E PROCESSO INDUSTRIALIZADO!        

É por isso que temos segurança ao comprar, por isso que o produto tem valor de mercado, por que foi elaborado e pensado com toda a atenção por um profissional e que testes foram realizados em toda a estrutura do carro.

2º Falando de casas, nossas residências são muito mais flexíveis em questões estéticas que um carro, isso é verdade.

Mas no momento que nos desprendermos das questões estéticas podemos visualizar com mais clareza que a forma como nossa casa é construída pode ser sim mais fácil e ágil.

Assim como em um carro podemos mudar cores externas, acabamentos internos, opcionais e em uma casa em LSF funciona da mesma forma. Podemos fazer a casa conforme nosso sonho e expectativa, mas a estrutura é a base e vai ser sempre pensada, projeta e planejada para ser resistente, firma e segura.

Industrialização é o futuro

O Light Steel Frame vem para provar que a industrialização na construção civil é um caminho para o futuro. Assim como diversas outras tecnologias que aos poucos fomos nos acostumando (ou vai dizer que a primeira vez que você falou com alguém pelo Skype não foi louco

?) sabemos que as pessoas precisam de tempo para se acostumar com um novo tipo de construção. Entretanto, por não ser uma tecnologia nova (sim, o LSF tem mais de 100 anos de existência!) essa tecnologia surgiu há pouco tempo no Brasil, e é normal as pessoas terem dúvidas sobre o sistema.

Se você está iniciando agora o processo de planejamento da sua nova casa,

espaço comercial, ampliação ou reforma não deixe de questionar seu arquiteto sobre o LSF, ou procurei um profissional especializado que possa tirar suas dúvi

das e deixar suas escolhas acontecerem muito mais naturalmente, assim como quando nos apaixonamos por um carro, e temos a certeza de que aquele produto foi pensado e planejado para as nossas necessidades!

Ahhh e você ainda está na dúvida sobre qual a Qual a semelhança do Light Steel Frame, uma Ferrari e um Gol?

Simples: independentemente do tipo de produção de cada produto quando falamos de industrialização a tecnologia e o planejamento através de um bom projeto só tem a favorecer o consumidor.


Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

 

 

Sustentabilidade: Desafiando o mercado tradicional aos poucos

Por aqui falamos  muito em sustentabilidade voltada à construção civil.

Mas já pensou que podemos fazer muito em atitudes do nosso dia-a-dia para garantir um mundo sustentável para as gerações futuras?

Eu sempre defendo que por menores que sejam nossas atitudes, desde a separação correta do lixo, diminuição da utilização de recursos naturais como principal exemplo a água, ou até mesmo a conscientização na hora de fazer as compras, podem ter grande impacto na preservação da natureza e nossos recursos.

Sustentabilidade no carrinho de supermercado? Ein?

Por exemplo:

Na hora de fazer as compras mensais da casa podemos observar vários pontos em que podemos diminuir a geração de resíduos sólidos.

Atentando para produtos que possuam menos embalagens, produzidos de forma orgânica, e até mesmo a utilização das sacolas retornáveis na hora de levar nossas compras para casa.

Pensando nisso, hoje trago uma notícia muito legal. Um grupo amigos, com ideais voltados para o meio ambiente  fundaram a  em 2008 a empresa, Tamoios Tecnologia, especializada na fabricação de revestimentos e embalagens ecológicas a partir de materiais biodegradáveis.

Os guris buscam oferecer uma alternativa ao isopor e ao plástico em muitas aplicações e setores, como por exemplo as embalagens fabricadas a partir da fibra da bananeira!

Ficou curioso sobre o projeto do guris? Dá uma olhada na matéria publicada no site da Projeto Draft no mês passado.

Matéria na íntegra

A Tamoios Tecnologia desenvolve embalagens compostáveis a partir de papelão e outros materiais biodegradáveis.

Por aqui nós defendemos e apoiamos qualquer esforço realizado para encarar o desafio de substituir padrões antigos do mercado, seja ele da construção civil, vestuário, alimentação ou qualquer outro.

Outro dia, uma amigo meu, que participava de uma feira em São Paulo, me mandou uma imagem de um produto que substituía o copo plástico,  achei demais, e descobri que, diferente do copo plástico que tem um tempo de decomposição de 50 a 100 anos, esse copinho se decompõe em até 1 ano e meio.

Fonte: Banco de imagens pessoal
Copinho Sustentável                  Fonte: Banco de imagens pessoal

 

O papel utilizado no copo é proveniente de madeiras de reflorestamento e produzido com 100% de fibras virgens. Não utilizam químicos branqueadores no papel, pois fazem mal à saúde, daí a sua aparência creme/parda. Por essas e outras que eles conquistaram diversos certificados de sustentabilidade.

ECopo http://www.mixologynews.com.br/06/2013/cafeina/ecopo-copo-ecologico/

O mundo precisa de novas ideias, e o lucro não pode ser sempre o vencedor da batalha, precisamos focar em questões sociais e que viabilizem um futuro sustentável para as próximas gerações!

Se você também gosta de assuntos voltados a sustentabilidade, e compartilha destes ideais, deixa aqui seu comentário, obervação ou ideia para um futuro sustentável! 🙂


Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC

Aquecendo os coraçõezinhos!Lareira convencional ou canadense?

Eu sei eu sei, ainda estamos aproveitando o calorzinho do verão e o conforto das temperaturas mais altas, e nem queremos saber de lareira ou aquecedores, mas quando chega o inverno precisamos estar preparados certo?
Mas e qual a melhor forma de mantermos nossos ambientes quentinhos?
Eis aqui uma questão que renderia uma boa dissertação!hehe

Poderíamos entrar em pormenores de questões térmicas e desempenho dos materiais da nossa casa, mas como existem muitas opções e isso nos tomaria muito tempo vamos focar em uma das grandes dúvidas que com certeza já apareceu em alguma das suas conversas:

O que afinal de contas é uma lareira “Canadense”? E quais as diferenças entre uma lareira convencional?

 

Lareira Convencional

A já conhecida lareira tradicional, que é aquele que muitos apreciam pelo fato dela proporcionar o som agradável dos estalidos da madeira queimando é uma opção de fácil execução, sendo que na maioria ela é executada em alvenaria, mas pode ser encontrada em modelos pré moldados metálicos ou de concreto.

Lareira á lenha convencional Fonte: Google Imagens

Quem opta por este modelo precisa prever um espaço para um pequeno estoque de lenha.

Em alguns apartamentos é possível aproveitar a chaminé da churrasqueira para a ligação do duto da lareira, viabilizando sua instalação.

E quais os contras desta forma convencional? Se a execução não for 100% correta a lareira pode produzir cheiro, fumaça e cinzas.

Ok! Por aqui tudo certo ne? Mas e a tal Lareira Canadense? E aquele tal de “Pellets”? O que que é isso??

Lareira Convectora

Bom, lareira canadense que é como é conhecida por aqui também é chamada de lareiras de alto desempenho ou convectoras.

Esta lareira possui estrutura de chapa de aço ou de ferro fundido, protegidas por um vidro vitrocerâmico, portanto, mais seguras e fáceis de controlar.

Esse tipo também possui a opção de serem recuperadores de calor.

Como o nome indica, permite recuperar o calor gerado para outras divisores da casa e, em sistema mais sofisticados, contribuir para o aquecimento de água que utilizamos por exemplo, em nossas torneiras.Essa recuperação de calor além de gerar aquecimento para outros ambientes da casa proporciona uma economia significativa na conta luz, sendo que o uso de aquecedores ou ar condicionado torna-se mínimo.

Outra vantagem é que  neste tipo de lareira  pode-se administrar a intensidade do fogo, levando à queima de menos lenha.

Em comparação com uma lareira tradicional, o rendimento de uma lareira convectora (Canadense) é três a quatro vezes superior!

Fonte:http://www.castellarlareiras.com.br/lareiras/grand-firenze-com-coifa

 

O que são os Pellets?

Se quisermos aplicarmos ainda mais questões de sustentabilidade também podemos optar pela utilização Pellets.
Pellet de madeira é um biocombustível que usa como matéria-prima resíduos como a serragem.

Os Pellets são pequenos granulados em formato cilíndrico  e para a sua produção é utilizado resíduos com umidade abaixo de 10%, isto permite que o pellet seja queimado com alta eficiência.

Os pelletes, deverão ter selo de sustentabilidade, e por ser um biocombustível é muito mais rentável que a lenha.

Pellets
fonte: Google Imagens

Outra vantagem do pellet é o seu  armazenamento,cerca de uma tonelada de pellet são equivalentes a uma tonelada e meia de madeira, o que significa que o local para armazenagem pode ser reduzido, além disso, o uso do pellet é muito mais higiénico, pois mantêm o ambiente limpo, sem folhas e insetos.

Show!! Agora é só aquecer a casa!

Lembrando também que devido a existência do vidro, resistente ao calor, toda a fumaça e as brasas permanecem dentro do equipamento, poupando nosso ambiente de cheiros e sujeira.

Mas atenção, durante a utilização deste tipo de lareira convectora é necessário ter cuidado com a produção de partículas e a concentração de monóxido de carbono, arejando regularmente a divisão.

E você? Não larga mão do convencional ou acha que a tecnologia pode melhorar o conforto ambiental da sua casa?

Independente da forma de aquecimento o que importa é estarmos sempre na companhia de quem amamos e aproveitar os bons momentos da vida!!


Fontes:

Minuto Verde, Quercus. Ed. 201 Leya.

Wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pellet_de_madeira


Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC

SUSTENTABILIDADE  EM PROJETOS DE INTERIORES: Existe um caminho.

Quando pensamos em projeto de interiores de um ambiente, geralmente imagens de luxo, beleza, grande utilização de pedras, madeira e itens de decoração veem à nossa mente.Ou seja, nos parece impossível aplicar a sustentabilidade por aqui. Quando nos propomos a desenvolver um projeto de interiores com a sustentabilidade em mente, precisamos repensar alguns pontos e nos questionamos sobre esse modelo padrão das nossas escolhas influenciadas por imagens diárias que associamos com arquitetura de interiores.

É neste momento que percebemos que além de termos beleza e custo como critérios, precisamos analisar os impactos positivos e negativos que cada material utilizado em um projeto pode vir causar na sociedade ou até mesmo na nossa qualidade de vida como usuário do espaço que estamos criando.

Atualmente, a base do desenvolvimento sustentável de um projeto de design de interiores traduz-se como desenvolvimento durável. Ou seja, nos referimos a materiais que tem uma  vida útil,que seja muito maior do que outros

E atenção, arquitetura de interiores sustentável não se resume à reutilização de insumos com a decoração sustentável, como por exemplo a utilização em novas formas de móveis de paletes, caixotes ou pneus por exemplo. A arquitetura sustentável está muito além deste “upcycle” que damos a alguns materiais.

Uma arquitetura de interiores sustentável deve levar em consideração alguns pontos, veja abaixo 3 pontos que listamos como os mais impactantes para um bom projeto:

1- Atenção às necessidades humanas

Todo mundo quer um banho quentinho, uma casa bem iluminada, um ambiente aconchegante. Por isso, no momento de projetar de forma sustentável, analisar a maneira como os sistemas utilizados para nos trazer estes confortos funcionam é essencial. Produtos com selos de eficiência Procel (INMETRO), metais com dispositivos economizadores de água e lâmpadas com baixo consumo terão um menor ou maior impacto ambiental, determinando, ainda, qual será a influência financeira nas contas do fim do mês.

Dispositivos economizadores de água para metais. Fonte: Google imagens
Selo Procel

2- Preferir materiais com conteúdo reciclado, mas principalmente, recicláveis.

Uma das características mais estimuladas na escolha de materiais sustentáveis é escolher produtos com conteúdo reciclado. Mas é preciso observar três coisas importantes:

É pertinente?

Possuir conteúdo reciclado é pertinente àquele produto? Nem todo produto pode ter conteúdo reciclado ou pode possuir altos teores de conteúdo reciclado, por causa da qualidade e segurança do produto. Existem normas que determinam as porcentagens de escória para cada tipo de cimento, por exemplo. E ainda não é recomendado tubulações de água e fiação elétrica com conteúdo recic

lado.

É tóxico?

Nem todo resíduo precisa ou pode ser incorporado em um novo produto. Em ambientes internos, por exemplo, alguns elementos podem ser tóxicos, como pisos fabricados com resíduo de pneu.

É reciclável?

Por fim, nem todo produto com conteúdo reciclado é reciclável. O conceito de nutriente técnico e biológico pode ajudar na escolha. Um nutriente técnico é um insumo que poderá ser reciclado quimicamente ou mecanicamente em uma fábrica como, por exemplo, metais, plásticos e vidros.

Um nutriente biológico poderá ser restaurado pela compostagem ou pode ser biodegradável, como algodão e madeira (sem tratamento). Produtos que misturam nutrientes técnicos e biológicos, como tecidos com PET e algodão, telhas de papel reciclado com betume e placas de compósitos de papel, plástico e alumínio, inviabilizam a reciclagem, necessitando uma tecnologia de reciclagem e logística reversa especiais e muitas vezes, inviável.

Símbolo reciclagem.

3- Jardim ou plantas internas? Como escolher de forma apropriada.

Trazer a natureza para nossos ambientes internos sempre traz  boas energias e animam o ambiente, mas antes de colocar qualquer folhagem ou árvore internamente é necessário alguns cuidados:

Busque sempre utilizar espécies nativas regionais e nunca use espécies invasoras.

Plantas nativas terão menor manutenção e menor consumo de água, além de promoverem a biodiversidade local.

Escolha de espécies adequadas ao local: avalie primeiramente a luz do ambiente para especificar plantas de sombra, meia-sombra ou sol.

Escolha um local viável para instalar um jardim interno ou parede verde.O ambiente precisa receber alguma iluminação natural. Espaços sem acesso a aberturas poderão até receber plantas, mas será necessária a instalação de iluminação especial, que produza pouco calor e forneça luz nos comprimentos de onda que são mais utilizadas no processo de clorofila da planta. Ainda, isso poderá não ser suficiente para a sobrevivência e beleza da vegetação

Vegetação em ambientes internos. Fonte: Google imagens

Para você que quer ter um ambiente além de moderno, saudável e ecologicamente correto, vale seguir os caminhos do design de interiores sustentável. E fica a dica: Ao contrário dos modismos da área, que impactam o meio ambiente pelo uso exaustivo de um mesmo material por uma grande quantidade de pessoas, um projeto de design que tem por objetivo ser realmente sustentável deve ser capaz de trilhar o caminho do bom senso, prezando pelo equilíbrio e sem jamais cometer exageros. (Marisa Murta, Arq. E Urb.)


Fontes : http://www.temsustentavel.com.br/design-de-interiores-sustentavel/

5 ESTRATÉGIAS DE SUSTENTABILIDADE PARA PROJETOS DE INTERIORES


Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC


 

Laje nervurada , você precisa conhecer!

Você acha que a utilização da técnica de Laje Nervurada é nova?? Engana-se, pois apesar de os fatos históricos serem imprecisos, sabe-se que em 1854, William Boutland Wilkinson patenteou um sistema em concreto armado de pequenas vigas regularmente espaçadas, onde os vazios entre as nervuras foram obtidos pela colocação de moldes de gesso, sendo uma fina capa de concreto executada como plano de piso,dando portanto início definitivo ao uso deste técnica.



Mas o que são Lajes Nervuradas?

Uma laje nervurada é constituída por um conjunto de vigas que se cruzam, solidarizadas pela mesa. Esse elemento estrutural tem comportamento intermediário entre o de laje maciça e o de grelha.Segundo a NBR 6118:2003, lajes nervuradas são “lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração é constituída por nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte.”

Tipos de lajes nervuradas:

Moldadas no local ou com molduras pré-fabricadas;
Mesa única ou caixão perdido;
Com ou sem capitéis e/ou vigas-faixa.

Dispostas em grandes ou pequenos vãos, em residências ou edifícios, as lajes nervuradas proporcionam economia às construções. Esse sistema utiliza pouco concreto no fundo da laje – que abraça a armadura localizada nas nervuras.

É até comum notar, por debaixo dessas lajes, espaços vazios que eram ocupados, durante a concretagem, por moldes plásticos com formas curvas — também conhecidos como cubetas. Na maioria dos casos, são moldadas in loco com fôrmas. Mas também podem apropriar-se de vigotas pré-moldadas de concreto comum ou protendido que dispensam o uso de fôrmas. Nesse caso, após a concretagem, as vigotas assumem o papel das nervuras.

Comparação entre laje nervurada e laje maciça Fonte: http://www.atex.com.br/pt/formas/laje-nervurada/

Esta tecnologia construtiva chega a reduzir o consumo de aço e concreto em até 30%, diminuindo também o peso total da estrutura.

As lajes nervuradas de concreto podem ser obtidas por meio da utilização de cubetas plásticas, blocos de isopor, blocos cerâmicos ou blocos de concreto leve e podem ser empregadas em qualquer tipo de obra, desde edificações térreas até as de vários pavimentos.

De maneira geral as lajes nervuradas possuem um bom desempenho acústico e térmico e não deixam a desejar em relação às lajes maciças. Em relação ao desempenho térmico passam a ser condicionantes as questões relativas à resistência ao fogo que, por sua vez, pode conduzir a dimensões mais onerosas do que as normalmente necessárias em situações convencionais.

Grandes Vãos

Lajes maciças demandam grande consumo de concreto e, consequentemente, peso próprio elevado. Já as lajes nervuradas, mesmo com alturas maiores, são mais leves que as convencionais, reduzindo os esforços nas vigas, pilares e fundações. Resumidamente, para grandes vãos, o emprego das lajes nervuradas é mais indicado.

Grande vão utilizando Laje Nervurada Fonte:http://www.atex.com.br/pt/formas/laje-nervurada/

Como o consumo de aço e concreto das nervuradas é menor do que o das maciças, quanto maior o vão, mais econômico sairá o projeto.

A laje nervurada foi a escolhida para a execução de um dos nossos projetos arquitetônicos aqui em Caxias do Sul em uma obra comercial de reforma de edificação que necessitava de grandes vãos com poucos pilares dispostos pelo ambiente. Dá uma olhada nas fotos!

Laje Nervurada – Obra Caxias do Sul Fonte: Arquivo Pessoal
Laje Nervurada – Obra Caxias do Sul Fonte: Arquivo Pessoal

 Fontes:

https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/laje-nervurada-e-solucao-agil-e-economica_8593_10_0

https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/lajes-nervuradas-garantem-economia-a-construcao_11026_0_1

LAJES MACIÇAS DE CONCRETO ARMADO

Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Pintando azulejo-Reforma sem obra

Está cansado das estampas antigas do seu azulejo? Ou quer  disfarçar algumas manchas do tempo ou até eliminar a aparência da cerâmica? Tudo isso é possível, pintando os azulejos, desde que com a tinta certa.

Muitas vezes somos paralisados por falta de informação na hora de realizar uma reforma, e logo largamos aquela conhecida frase : “Nada de quebra-quebra!”

Aí que entra a reforma sem “obra”, podemos renovar o azulejo destes ambientes e sim, acredite, é bem mais simples do que parece.

Assim como quando queremos renovar um ambiente começamos pela pintura podemos utilizar a mesma técnica nos azulejos do nosso banheiro e cozinha. Mas atenção, a tinta precisa ser específica para esse trabalho.

azulejos renovados com tinta
Pintando azulejo

Como funciona?

Para que a solução funcione bem, as peças cerâmicas devem estar inteiras, assim como os rejuntes, e firmes na parede. Caso contrário, a tinta não se fixará adequadamente e o trabalho poderá se perder. Até o início dos anos 2000, era raro encontrar produtos específicos a esse fim. A solução consistia em improvisar com a cara tinta automotiva.

Hoje, o mercado dá conta de atender à demanda e apresenta opções elaboradas, tratam-se de tintas epóxi que podem ser à base do próprio epóxi (ou seja, diluível com solventes, oferecendo resistência máxima), epóxi à base de água (diluível com água) ou tinta acrílica (também diluível com água).

A tinta epóxi à base de água pode ser monocomponente (que já vem com catalisador para aumentar a aderência do produto ao substrato) ou bicomponente (necessita da adição do catalisador).

O catalisador é importante, pois, dependendo dele, a tinta poderá ou não ser aplicada em azulejos localizados em áreas sujeitas à umidade – o interior de um box, por exemplo.

A tinta Epóxi Catalisável, da Lukscolor, por exemplo, oferece o catalisador tipo amida para áreas secas e o tipo amina para locais úmidos.

Já a Suvinil Epóxi Tinta bicomponente e a Wandepoxy, da Corla Epóxi bicomponente, vendem as duas partes – tinta e catalisador – separadamente.

Resultado de imagem para pintar azulejo suvinil epoxi
Exemplo de tinta Epóxi

Tintas bicomponentes requerem uma pausa de 20 minutos depois de preparadas; só então podem ser utilizadas. São muito resistentes, mas podem amarelar quando a cor é clara, além de possuírem cheiro forte.

Além disso, se a bicomponente for a sua opção, considere chamar mão-de-obra especializada para pintar os azulejos: ela é mais difícil de lidar.

Portanto para áreas úmidas as opções são tintas epóxi com base epóxi ou água – mas procure especificações na embalagem. A Suvinil, por exemplo, possui uma tinta esmalte epóxi resistente à água.

As tintas epóxi monocomponentes possuem maior variedade de cores, que ficam estáveis, sem sofrer variações, e odor fraco. Elas ficam restritas a áreas secas, assim como as acrílicas para azulejos.

Tirando relevo do azulejo

Existe ainda a possibilidade de transformar a sua superfície de azulejos numa completamente lisa. Nesta técnica é necessário cobrir os azulejos com uma camada de massa acrílica (a corrida não adere à cerâmica) e após a secagem  e lixamento é feita a aplicação  da tinta de sua preferência, que não precisa ser especial para azulejos.

1_aec298_azulejo
Fonte: https://casa.abril.com.br/materiais-construcao/como-pintar-os-azulejos-e-renovar-cozinhas-ou-banheiro/

Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Escolhendo o terreno ideal – Check List

Você decidiu que quer uma casa.Está pensando em comprar o terreno.

Isso é muito legal!

Mas deve estar se perguntando. “Ok, mas e aonde é o melhor local para construir?”

Bom, como tudo na vida, existem muitas variáveis para essa pergunta apor isso, resolvemos ajudar você a organizar o pensamento e colocar na ponta do lápis alguns pontos estratégicos na hora de escolher o local para construir seu tão sonhado lar.

Dá uma olhada no nosso check-list e que comecem as buscas pelo melhor terreno!

Check List – O terreno Ideal

Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.