Semelhança do Light Steel Frame, uma Ferrari e um Gol?

Você está em busca de uma obra rápida? Tipo quando quer comprar um carro, decide o modelo (junta o dinheiro) e vai lá comprar?O sonho seria uma obra tipo Irmãos à Obra ne? Em um episódio tudo pronto. Hahahahaha
tá…não vamos exagerar também…lá o negócio é outro nível hihihihi

Mas estou falando de uma obra residencial, rápida, com muito menos dor de cabeça.

E detalhe, as dores de cabeça de uma obra geralmente ocorrem quando nós não conhecemos o processo e acabamos ficando preocupados com o andar das coisas, ou então, quando pulamos algumas etapas (como o projeto) e o “resolver na hora” acaba não funcionando.

Eu já falo do Light Steel frame por aqui faz tempo, e tem uma comparação que eu gosto muito de usar, que é o do processo de fabricação dos carros e de uma casa no sistema quer ver por que eu uso isso?

Assista ao vídeo sobre este texto no nosso Canal do Youtube! ; )

Produção de Carros e LSF?

1º não existe estrutura de Light Steel Frame sem um bom projeto. Sim, e isso é maravilhoso! Você já viu uma Ferrari sendo feita sem projeto? Ou qualquer outro carro saindo da loja sem o manual completo de instruções?

É…não é a toa que a industrialização dá tão certo no segmento automotivo não é mesmo? Já pensou se ao escolher um carro de luxo, o comprador decidisse que não quer a suspensão programada para o carro por que ele achou muito pesada, ou pior, que não quer o Air Bag por que isso torna o carro mais caro? Pois é gente, esses detalhes são importantíssimos para um bom desempenho e segurança de qualquer carro, do mais popular ao mais luxuoso, e sabe o que eles tem mais em comum?

PROJETO E PROCESSO INDUSTRIALIZADO!        

É por isso que temos segurança ao comprar, por isso que o produto tem valor de mercado, por que foi elaborado e pensado com toda a atenção por um profissional e que testes foram realizados em toda a estrutura do carro.

2º Falando de casas, nossas residências são muito mais flexíveis em questões estéticas que um carro, isso é verdade.

Mas no momento que nos desprendermos das questões estéticas podemos visualizar com mais clareza que a forma como nossa casa é construída pode ser sim mais fácil e ágil.

Assim como em um carro podemos mudar cores externas, acabamentos internos, opcionais e em uma casa em LSF funciona da mesma forma. Podemos fazer a casa conforme nosso sonho e expectativa, mas a estrutura é a base e vai ser sempre pensada, projeta e planejada para ser resistente, firma e segura.

Industrialização é o futuro

O Light Steel Frame vem para provar que a industrialização na construção civil é um caminho para o futuro. Assim como diversas outras tecnologias que aos poucos fomos nos acostumando (ou vai dizer que a primeira vez que você falou com alguém pelo Skype não foi louco

?) sabemos que as pessoas precisam de tempo para se acostumar com um novo tipo de construção. Entretanto, por não ser uma tecnologia nova (sim, o LSF tem mais de 100 anos de existência!) essa tecnologia surgiu há pouco tempo no Brasil, e é normal as pessoas terem dúvidas sobre o sistema.

Se você está iniciando agora o processo de planejamento da sua nova casa,

espaço comercial, ampliação ou reforma não deixe de questionar seu arquiteto sobre o LSF, ou procurei um profissional especializado que possa tirar suas dúvi

das e deixar suas escolhas acontecerem muito mais naturalmente, assim como quando nos apaixonamos por um carro, e temos a certeza de que aquele produto foi pensado e planejado para as nossas necessidades!

Ahhh e você ainda está na dúvida sobre qual a Qual a semelhança do Light Steel Frame, uma Ferrari e um Gol?

Simples: independentemente do tipo de produção de cada produto quando falamos de industrialização a tecnologia e o planejamento através de um bom projeto só tem a favorecer o consumidor.


Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

 

 

Sustentabilidade: Desafiando o mercado tradicional aos poucos

Por aqui falamos  muito em sustentabilidade voltada à construção civil.

Mas já pensou que podemos fazer muito em atitudes do nosso dia-a-dia para garantir um mundo sustentável para as gerações futuras?

Eu sempre defendo que por menores que sejam nossas atitudes, desde a separação correta do lixo, diminuição da utilização de recursos naturais como principal exemplo a água, ou até mesmo a conscientização na hora de fazer as compras, podem ter grande impacto na preservação da natureza e nossos recursos.

Sustentabilidade no carrinho de supermercado? Ein?

Por exemplo:

Na hora de fazer as compras mensais da casa podemos observar vários pontos em que podemos diminuir a geração de resíduos sólidos.

Atentando para produtos que possuam menos embalagens, produzidos de forma orgânica, e até mesmo a utilização das sacolas retornáveis na hora de levar nossas compras para casa.

Pensando nisso, hoje trago uma notícia muito legal. Um grupo amigos, com ideais voltados para o meio ambiente  fundaram a  em 2008 a empresa, Tamoios Tecnologia, especializada na fabricação de revestimentos e embalagens ecológicas a partir de materiais biodegradáveis.

Os guris buscam oferecer uma alternativa ao isopor e ao plástico em muitas aplicações e setores, como por exemplo as embalagens fabricadas a partir da fibra da bananeira!

Ficou curioso sobre o projeto do guris? Dá uma olhada na matéria publicada no site da Projeto Draft no mês passado.

Matéria na íntegra

A Tamoios Tecnologia desenvolve embalagens compostáveis a partir de papelão e outros materiais biodegradáveis.

Por aqui nós defendemos e apoiamos qualquer esforço realizado para encarar o desafio de substituir padrões antigos do mercado, seja ele da construção civil, vestuário, alimentação ou qualquer outro.

Outro dia, uma amigo meu, que participava de uma feira em São Paulo, me mandou uma imagem de um produto que substituía o copo plástico,  achei demais, e descobri que, diferente do copo plástico que tem um tempo de decomposição de 50 a 100 anos, esse copinho se decompõe em até 1 ano e meio.

Fonte: Banco de imagens pessoal
Copinho Sustentável                  Fonte: Banco de imagens pessoal

 

O papel utilizado no copo é proveniente de madeiras de reflorestamento e produzido com 100% de fibras virgens. Não utilizam químicos branqueadores no papel, pois fazem mal à saúde, daí a sua aparência creme/parda. Por essas e outras que eles conquistaram diversos certificados de sustentabilidade.

ECopo http://www.mixologynews.com.br/06/2013/cafeina/ecopo-copo-ecologico/

O mundo precisa de novas ideias, e o lucro não pode ser sempre o vencedor da batalha, precisamos focar em questões sociais e que viabilizem um futuro sustentável para as próximas gerações!

Se você também gosta de assuntos voltados a sustentabilidade, e compartilha destes ideais, deixa aqui seu comentário, obervação ou ideia para um futuro sustentável! 🙂


Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC

Aquecendo os coraçõezinhos!Lareira convencional ou canadense?

Eu sei eu sei, ainda estamos aproveitando o calorzinho do verão e o conforto das temperaturas mais altas, e nem queremos saber de lareira ou aquecedores, mas quando chega o inverno precisamos estar preparados certo?
Mas e qual a melhor forma de mantermos nossos ambientes quentinhos?
Eis aqui uma questão que renderia uma boa dissertação!hehe

Poderíamos entrar em pormenores de questões térmicas e desempenho dos materiais da nossa casa, mas como existem muitas opções e isso nos tomaria muito tempo vamos focar em uma das grandes dúvidas que com certeza já apareceu em alguma das suas conversas:

O que afinal de contas é uma lareira “Canadense”? E quais as diferenças entre uma lareira convencional?

 

Lareira Convencional

A já conhecida lareira tradicional, que é aquele que muitos apreciam pelo fato dela proporcionar o som agradável dos estalidos da madeira queimando é uma opção de fácil execução, sendo que na maioria ela é executada em alvenaria, mas pode ser encontrada em modelos pré moldados metálicos ou de concreto.

Lareira á lenha convencional Fonte: Google Imagens

Quem opta por este modelo precisa prever um espaço para um pequeno estoque de lenha.

Em alguns apartamentos é possível aproveitar a chaminé da churrasqueira para a ligação do duto da lareira, viabilizando sua instalação.

E quais os contras desta forma convencional? Se a execução não for 100% correta a lareira pode produzir cheiro, fumaça e cinzas.

Ok! Por aqui tudo certo ne? Mas e a tal Lareira Canadense? E aquele tal de “Pellets”? O que que é isso??

Lareira Convectora

Bom, lareira canadense que é como é conhecida por aqui também é chamada de lareiras de alto desempenho ou convectoras.

Esta lareira possui estrutura de chapa de aço ou de ferro fundido, protegidas por um vidro vitrocerâmico, portanto, mais seguras e fáceis de controlar.

Esse tipo também possui a opção de serem recuperadores de calor.

Como o nome indica, permite recuperar o calor gerado para outras divisores da casa e, em sistema mais sofisticados, contribuir para o aquecimento de água que utilizamos por exemplo, em nossas torneiras.Essa recuperação de calor além de gerar aquecimento para outros ambientes da casa proporciona uma economia significativa na conta luz, sendo que o uso de aquecedores ou ar condicionado torna-se mínimo.

Outra vantagem é que  neste tipo de lareira  pode-se administrar a intensidade do fogo, levando à queima de menos lenha.

Em comparação com uma lareira tradicional, o rendimento de uma lareira convectora (Canadense) é três a quatro vezes superior!

Fonte:http://www.castellarlareiras.com.br/lareiras/grand-firenze-com-coifa

 

O que são os Pellets?

Se quisermos aplicarmos ainda mais questões de sustentabilidade também podemos optar pela utilização Pellets.
Pellet de madeira é um biocombustível que usa como matéria-prima resíduos como a serragem.

Os Pellets são pequenos granulados em formato cilíndrico  e para a sua produção é utilizado resíduos com umidade abaixo de 10%, isto permite que o pellet seja queimado com alta eficiência.

Os pelletes, deverão ter selo de sustentabilidade, e por ser um biocombustível é muito mais rentável que a lenha.

Pellets
fonte: Google Imagens

Outra vantagem do pellet é o seu  armazenamento,cerca de uma tonelada de pellet são equivalentes a uma tonelada e meia de madeira, o que significa que o local para armazenagem pode ser reduzido, além disso, o uso do pellet é muito mais higiénico, pois mantêm o ambiente limpo, sem folhas e insetos.

Show!! Agora é só aquecer a casa!

Lembrando também que devido a existência do vidro, resistente ao calor, toda a fumaça e as brasas permanecem dentro do equipamento, poupando nosso ambiente de cheiros e sujeira.

Mas atenção, durante a utilização deste tipo de lareira convectora é necessário ter cuidado com a produção de partículas e a concentração de monóxido de carbono, arejando regularmente a divisão.

E você? Não larga mão do convencional ou acha que a tecnologia pode melhorar o conforto ambiental da sua casa?

Independente da forma de aquecimento o que importa é estarmos sempre na companhia de quem amamos e aproveitar os bons momentos da vida!!


Fontes:

Minuto Verde, Quercus. Ed. 201 Leya.

Wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pellet_de_madeira


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Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC

SUSTENTABILIDADE  EM PROJETOS DE INTERIORES: Existe um caminho.

Quando pensamos em projeto de interiores de um ambiente, geralmente imagens de luxo, beleza, grande utilização de pedras, madeira e itens de decoração veem à nossa mente.Ou seja, nos parece impossível aplicar a sustentabilidade por aqui. Quando nos propomos a desenvolver um projeto de interiores com a sustentabilidade em mente, precisamos repensar alguns pontos e nos questionamos sobre esse modelo padrão das nossas escolhas influenciadas por imagens diárias que associamos com arquitetura de interiores.

É neste momento que percebemos que além de termos beleza e custo como critérios, precisamos analisar os impactos positivos e negativos que cada material utilizado em um projeto pode vir causar na sociedade ou até mesmo na nossa qualidade de vida como usuário do espaço que estamos criando.

Atualmente, a base do desenvolvimento sustentável de um projeto de design de interiores traduz-se como desenvolvimento durável. Ou seja, nos referimos a materiais que tem uma  vida útil,que seja muito maior do que outros

E atenção, arquitetura de interiores sustentável não se resume à reutilização de insumos com a decoração sustentável, como por exemplo a utilização em novas formas de móveis de paletes, caixotes ou pneus por exemplo. A arquitetura sustentável está muito além deste “upcycle” que damos a alguns materiais.

Uma arquitetura de interiores sustentável deve levar em consideração alguns pontos, veja abaixo 3 pontos que listamos como os mais impactantes para um bom projeto:

1- Atenção às necessidades humanas

Todo mundo quer um banho quentinho, uma casa bem iluminada, um ambiente aconchegante. Por isso, no momento de projetar de forma sustentável, analisar a maneira como os sistemas utilizados para nos trazer estes confortos funcionam é essencial. Produtos com selos de eficiência Procel (INMETRO), metais com dispositivos economizadores de água e lâmpadas com baixo consumo terão um menor ou maior impacto ambiental, determinando, ainda, qual será a influência financeira nas contas do fim do mês.

Dispositivos economizadores de água para metais. Fonte: Google imagens
Selo Procel

2- Preferir materiais com conteúdo reciclado, mas principalmente, recicláveis.

Uma das características mais estimuladas na escolha de materiais sustentáveis é escolher produtos com conteúdo reciclado. Mas é preciso observar três coisas importantes:

É pertinente?

Possuir conteúdo reciclado é pertinente àquele produto? Nem todo produto pode ter conteúdo reciclado ou pode possuir altos teores de conteúdo reciclado, por causa da qualidade e segurança do produto. Existem normas que determinam as porcentagens de escória para cada tipo de cimento, por exemplo. E ainda não é recomendado tubulações de água e fiação elétrica com conteúdo recic

lado.

É tóxico?

Nem todo resíduo precisa ou pode ser incorporado em um novo produto. Em ambientes internos, por exemplo, alguns elementos podem ser tóxicos, como pisos fabricados com resíduo de pneu.

É reciclável?

Por fim, nem todo produto com conteúdo reciclado é reciclável. O conceito de nutriente técnico e biológico pode ajudar na escolha. Um nutriente técnico é um insumo que poderá ser reciclado quimicamente ou mecanicamente em uma fábrica como, por exemplo, metais, plásticos e vidros.

Um nutriente biológico poderá ser restaurado pela compostagem ou pode ser biodegradável, como algodão e madeira (sem tratamento). Produtos que misturam nutrientes técnicos e biológicos, como tecidos com PET e algodão, telhas de papel reciclado com betume e placas de compósitos de papel, plástico e alumínio, inviabilizam a reciclagem, necessitando uma tecnologia de reciclagem e logística reversa especiais e muitas vezes, inviável.

Símbolo reciclagem.

3- Jardim ou plantas internas? Como escolher de forma apropriada.

Trazer a natureza para nossos ambientes internos sempre traz  boas energias e animam o ambiente, mas antes de colocar qualquer folhagem ou árvore internamente é necessário alguns cuidados:

Busque sempre utilizar espécies nativas regionais e nunca use espécies invasoras.

Plantas nativas terão menor manutenção e menor consumo de água, além de promoverem a biodiversidade local.

Escolha de espécies adequadas ao local: avalie primeiramente a luz do ambiente para especificar plantas de sombra, meia-sombra ou sol.

Escolha um local viável para instalar um jardim interno ou parede verde.O ambiente precisa receber alguma iluminação natural. Espaços sem acesso a aberturas poderão até receber plantas, mas será necessária a instalação de iluminação especial, que produza pouco calor e forneça luz nos comprimentos de onda que são mais utilizadas no processo de clorofila da planta. Ainda, isso poderá não ser suficiente para a sobrevivência e beleza da vegetação

Vegetação em ambientes internos. Fonte: Google imagens

Para você que quer ter um ambiente além de moderno, saudável e ecologicamente correto, vale seguir os caminhos do design de interiores sustentável. E fica a dica: Ao contrário dos modismos da área, que impactam o meio ambiente pelo uso exaustivo de um mesmo material por uma grande quantidade de pessoas, um projeto de design que tem por objetivo ser realmente sustentável deve ser capaz de trilhar o caminho do bom senso, prezando pelo equilíbrio e sem jamais cometer exageros. (Marisa Murta, Arq. E Urb.)


Fontes : http://www.temsustentavel.com.br/design-de-interiores-sustentavel/

5 ESTRATÉGIAS DE SUSTENTABILIDADE PARA PROJETOS DE INTERIORES


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Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC


 

Laje nervurada , você precisa conhecer!

Você acha que a utilização da técnica de Laje Nervurada é nova?? Engana-se, pois apesar de os fatos históricos serem imprecisos, sabe-se que em 1854, William Boutland Wilkinson patenteou um sistema em concreto armado de pequenas vigas regularmente espaçadas, onde os vazios entre as nervuras foram obtidos pela colocação de moldes de gesso, sendo uma fina capa de concreto executada como plano de piso,dando portanto início definitivo ao uso deste técnica.



Mas o que são Lajes Nervuradas?

Uma laje nervurada é constituída por um conjunto de vigas que se cruzam, solidarizadas pela mesa. Esse elemento estrutural tem comportamento intermediário entre o de laje maciça e o de grelha.Segundo a NBR 6118:2003, lajes nervuradas são “lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração é constituída por nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte.”

Tipos de lajes nervuradas:

Moldadas no local ou com molduras pré-fabricadas;
Mesa única ou caixão perdido;
Com ou sem capitéis e/ou vigas-faixa.

Dispostas em grandes ou pequenos vãos, em residências ou edifícios, as lajes nervuradas proporcionam economia às construções. Esse sistema utiliza pouco concreto no fundo da laje – que abraça a armadura localizada nas nervuras.

É até comum notar, por debaixo dessas lajes, espaços vazios que eram ocupados, durante a concretagem, por moldes plásticos com formas curvas — também conhecidos como cubetas. Na maioria dos casos, são moldadas in loco com fôrmas. Mas também podem apropriar-se de vigotas pré-moldadas de concreto comum ou protendido que dispensam o uso de fôrmas. Nesse caso, após a concretagem, as vigotas assumem o papel das nervuras.

Comparação entre laje nervurada e laje maciça Fonte: http://www.atex.com.br/pt/formas/laje-nervurada/

Esta tecnologia construtiva chega a reduzir o consumo de aço e concreto em até 30%, diminuindo também o peso total da estrutura.

As lajes nervuradas de concreto podem ser obtidas por meio da utilização de cubetas plásticas, blocos de isopor, blocos cerâmicos ou blocos de concreto leve e podem ser empregadas em qualquer tipo de obra, desde edificações térreas até as de vários pavimentos.

De maneira geral as lajes nervuradas possuem um bom desempenho acústico e térmico e não deixam a desejar em relação às lajes maciças. Em relação ao desempenho térmico passam a ser condicionantes as questões relativas à resistência ao fogo que, por sua vez, pode conduzir a dimensões mais onerosas do que as normalmente necessárias em situações convencionais.

Grandes Vãos

Lajes maciças demandam grande consumo de concreto e, consequentemente, peso próprio elevado. Já as lajes nervuradas, mesmo com alturas maiores, são mais leves que as convencionais, reduzindo os esforços nas vigas, pilares e fundações. Resumidamente, para grandes vãos, o emprego das lajes nervuradas é mais indicado.

Grande vão utilizando Laje Nervurada Fonte:http://www.atex.com.br/pt/formas/laje-nervurada/

Como o consumo de aço e concreto das nervuradas é menor do que o das maciças, quanto maior o vão, mais econômico sairá o projeto.

A laje nervurada foi a escolhida para a execução de um dos nossos projetos arquitetônicos aqui em Caxias do Sul em uma obra comercial de reforma de edificação que necessitava de grandes vãos com poucos pilares dispostos pelo ambiente. Dá uma olhada nas fotos!

Laje Nervurada – Obra Caxias do Sul Fonte: Arquivo Pessoal
Laje Nervurada – Obra Caxias do Sul Fonte: Arquivo Pessoal

 Fontes:

https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/laje-nervurada-e-solucao-agil-e-economica_8593_10_0

https://www.aecweb.com.br/cont/m/rev/lajes-nervuradas-garantem-economia-a-construcao_11026_0_1

LAJES MACIÇAS DE CONCRETO ARMADO

Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Pintando azulejo-Reforma sem obra

Está cansado das estampas antigas do seu azulejo? Ou quer  disfarçar algumas manchas do tempo ou até eliminar a aparência da cerâmica? Tudo isso é possível, pintando os azulejos, desde que com a tinta certa.

Muitas vezes somos paralisados por falta de informação na hora de realizar uma reforma, e logo largamos aquela conhecida frase : “Nada de quebra-quebra!”

Aí que entra a reforma sem “obra”, podemos renovar o azulejo destes ambientes e sim, acredite, é bem mais simples do que parece.

Assim como quando queremos renovar um ambiente começamos pela pintura podemos utilizar a mesma técnica nos azulejos do nosso banheiro e cozinha. Mas atenção, a tinta precisa ser específica para esse trabalho.

azulejos renovados com tinta
Pintando azulejo

Como funciona?

Para que a solução funcione bem, as peças cerâmicas devem estar inteiras, assim como os rejuntes, e firmes na parede. Caso contrário, a tinta não se fixará adequadamente e o trabalho poderá se perder. Até o início dos anos 2000, era raro encontrar produtos específicos a esse fim. A solução consistia em improvisar com a cara tinta automotiva.

Hoje, o mercado dá conta de atender à demanda e apresenta opções elaboradas, tratam-se de tintas epóxi que podem ser à base do próprio epóxi (ou seja, diluível com solventes, oferecendo resistência máxima), epóxi à base de água (diluível com água) ou tinta acrílica (também diluível com água).

A tinta epóxi à base de água pode ser monocomponente (que já vem com catalisador para aumentar a aderência do produto ao substrato) ou bicomponente (necessita da adição do catalisador).

O catalisador é importante, pois, dependendo dele, a tinta poderá ou não ser aplicada em azulejos localizados em áreas sujeitas à umidade – o interior de um box, por exemplo.

A tinta Epóxi Catalisável, da Lukscolor, por exemplo, oferece o catalisador tipo amida para áreas secas e o tipo amina para locais úmidos.

Já a Suvinil Epóxi Tinta bicomponente e a Wandepoxy, da Corla Epóxi bicomponente, vendem as duas partes – tinta e catalisador – separadamente.

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Exemplo de tinta Epóxi

Tintas bicomponentes requerem uma pausa de 20 minutos depois de preparadas; só então podem ser utilizadas. São muito resistentes, mas podem amarelar quando a cor é clara, além de possuírem cheiro forte.

Além disso, se a bicomponente for a sua opção, considere chamar mão-de-obra especializada para pintar os azulejos: ela é mais difícil de lidar.

Portanto para áreas úmidas as opções são tintas epóxi com base epóxi ou água – mas procure especificações na embalagem. A Suvinil, por exemplo, possui uma tinta esmalte epóxi resistente à água.

As tintas epóxi monocomponentes possuem maior variedade de cores, que ficam estáveis, sem sofrer variações, e odor fraco. Elas ficam restritas a áreas secas, assim como as acrílicas para azulejos.

Tirando relevo do azulejo

Existe ainda a possibilidade de transformar a sua superfície de azulejos numa completamente lisa. Nesta técnica é necessário cobrir os azulejos com uma camada de massa acrílica (a corrida não adere à cerâmica) e após a secagem  e lixamento é feita a aplicação  da tinta de sua preferência, que não precisa ser especial para azulejos.

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Fonte: https://casa.abril.com.br/materiais-construcao/como-pintar-os-azulejos-e-renovar-cozinhas-ou-banheiro/

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Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Escolhendo o terreno ideal – Check List

Você decidiu que quer uma casa.Está pensando em comprar o terreno.

Isso é muito legal!

Mas deve estar se perguntando. “Ok, mas e aonde é o melhor local para construir?”

Bom, como tudo na vida, existem muitas variáveis para essa pergunta apor isso, resolvemos ajudar você a organizar o pensamento e colocar na ponta do lápis alguns pontos estratégicos na hora de escolher o local para construir seu tão sonhado lar.

Dá uma olhada no nosso check-list e que comecem as buscas pelo melhor terreno!

Check List – O terreno Ideal

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Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Condomínio Fechado ou Loteamento – Saiba as diferenças antes de investir

Muitas vezes, definir pela escolha de uma casa ou apartamento já é algo que tira nosso sono. Mesmo depois de decidir pela construção da sua tão sonhada casa, muitos clientes chegam até mim com uma dúvida muito frequente sobre aonde comprar um terreno: Condomínio fechado ou loteamento?

Claro que o ponto alto pela escolha é agregar ao sonho da casa própria a ideia de segurança, espaço aberto e verde e privacidade. Mas afinal, quais as principais diferenças entre condomínio fechado e loteamento? Separamos 5 pontos para você entender um pouco melhor.

1. Legislação

Primeiramente a diferença entre um condomínio e um loteamento começa pela legislação, já que cada um desses empreendimentos possui sua lei específica.

Atenção para legislação!
Fonte: Google imagens

lei 6.766/79 responsável pelo loteamento considera o mesmo como uma subdivisão de gleba em lotes para finalidade de edificação, sujeita a abertura de novas vias, de logradouros públicos, modificação e ampliação ou prolongamento de vias existentes.

A lei 4.591/64 é restrita à condomínios fechados, os quais correspondem por edificações ou conjunto de edificações com um ou mais pavimentos, construídos na forma de unidades isoladas entre si, para fins residenciais ou não.

O condomínio também é regido pelo Código Civil (artigos 1331 a 1358).

Diferente da lei de loteamentos que é bastante ampla, a lei de condomínios dispõe de normas específicas somente para esse tipo de empreendimento.

2. Espaços

Os espaços que fazem parte de condomínios e loteamentos possuem funções bem diferentes.

Em um condomínio, todas as áreas adquiridas no conjunto – lote, construção, ruas, áreas de lazer – são privadas, ou seja, pertencem aos seus proprietários.Ao comprar um terreno em um condomínio fechado, você estará adquirindo a fração ideal da área, o que abrange, além do terreno de uso privativo, espaços de uso comum como a estrutura de lazer (quadras, playground, piscina, salão de festas), áreas verdes, praças e as vias de acesso. Existe controle de acesso, ou seja, só podem entrar no condomínio as pessoas autorizadas por moradores e responsáveis pela administração.

Em um empreendimento de loteamento, somente o lote é considerado propriedade privada, enquanto que as demais áreas são públicas – de uso de toda a população – e ficam sujeitas ao controle da Prefeitura Municipal. O que poderá ocorrer é um controle de circulação, ou seja, para quem não reside ou trabalha no loteamento fechado, a entrada é liberada mediante apresentação de documentos.

3. Acessos

Pegando o gancho sobre questão de acesso, os acessos a um condomínio sempre serão restritos aos proprietários das unidades, enquanto que no loteamento fechado a entrada deve ser livre para qualquer pessoa. Embora as vias e espaços externos de um loteamento sejam consideradas de uso público, algumas prefeituras permitem que estes façam um controle de acesso por meio de cercamento com guarita e serviço de identificação, o que dá ao porteiro a permissão para acompanhar qualquer pessoa no seu trajeto até uma determinada unidade comercial/residencial.

4. Manutenção

No loteamento, a lei não prevê a cobrança de taxas de manutenção, porém, permite aos moradores a criação de uma associação para otimizar serviços por meio de contribuição financeira. Cabe a cada morador a vontade de aderir ao grupo associado, ou seja, não há obrigação de participar do mesmo.[

Já em empreendimentos de condomínio, a lei estabelece obrigatoriedade de pagamento de taxa de manutenção das áreas de uso comum. Nesse tipo de empreendimento, o morador que não custear o valor estará sujeito a perder seu patrimônio para quitar a dívida com o condomínio.

É preciso lembrar que, em um condomínio, a segurança, limpeza, área comum, energia, tudo está incluso no valor do condomínio e por isso ele pode até ser mais caro em uma breve análise. Entretanto, se a sua escolha for morar em uma casa em loteamento que não tenha nenhuma forma de taxa de manutenção, com o tempo também será necessário fazer a manutenção do seu imóvel. Assim a variação dos custos acaba se assemelhando.

5. Administração

Devido à existência de infraestrutura de uso comum dos condôminos, o condomínio precisa ter uma administração para controlar a arrecadação da taxa mensal e gerenciar os serviços de manutenção. Tudo isso é realizado pelo síndico. No loteamento, o administrador pode existir quando há uma associação encarregada de prestar serviços aos proprietários.

Quem mora em condomínio tem que seguir o que for decidido em convenção e o que estiver contido no regulamento interno. Já os moradores de loteamento fechado seguem os dispositivos do estatuto social. O Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) é cobrado sobre a fração ideal de imóvel em condomínio fechado (isto inclui as áreas privativa e comum). O morador de loteamento fechado paga IPTU relativo ao seu imóvel (terreno ou terreno + casa), pois as áreas comuns são consideradas públicas.

Para finalizar: Segurança no momento da compra

Embora sejam instituições jurídicas diferentes em sua estrutura geral, os condomínios e loteamentos fechados também podem apresentar semelhanças que dificultam a percepção de possíveis interessados em adquirir uma unidade.


Fonte: Google imagens

Assim, para ter total certeza sobre a denominação de um empreendimento, ou seja, para saber se ele é considerado um condomínio ou loteamento, basta verificar o registro feito pelo dono do mesmo no cartório e na prefeitura.

Uma dica super importante, antes de comprar um lote, independente do local é saber a natureza do empreendimento para evitar surpresas. O ideal é buscar informações no cartório de registro de imóveis, pois na certidão constatará se o lote que você está comprando é em um loteamento ou condomínio fechado e principalmente se há débitos no nome do empreendedores ou algum processo em andamento.

A matéria de hoje é uma sugestão de nossos leitores. Tem uma sugestão ou dúvida que quer ver aqui no nosso blog? Deixe seu comentário!

Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta e urbanista, acreditada LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

México – Uma viagem de cinema!

Foi ao som de Sam Smith e através das telonas no filme 007 Spectre que eu planejei minha última viagem.Para quem  não sabe do que estou falando, neste filme nosso querido 007 utiliza as belezas da Praça do Zócalo na cidade do México para uma cena de quase cinco minutos em um desfile do Dia dos Mortos na capital mexicana.

Além de ter despertado toda minha curiosidade para esta cultura neste filme, há tempos já queria visitar o México pela curiosidade que sempre tive nas civilizações pré-colombianas que ali viveram e todo o legado deixado por eles.

PRIMEIRA PARADA:Cidade do México

Na Cidade do México meu maior interesse era observar e entender a cultura em torno da celebração do Dia dos Mortos.No México, o dia dos mortos é uma celebração de origem indígena, que honra os falecidos no dia 2 de novembro. A UNESCO declarou-a como Património Imaterial da HumanidadeÉ uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces. Segundo a crença popular, nos dias 1 e 2, chamados de Días de Muertos, os mortos têm permissão divina para visitar parentes e amigos. Por isso, as pessoas enfeitam suas casas com flores, velas e incensos, e preparam as comidas preferidas dos que já partiram. As pessoas fazem máscaras de caveira, vestem roupas com esqueletos pintados ou se fantasiam de morte.

E realmente foi maravilhoso!Por todo lado que você olha, há cores, detalhes e vida!

México – Mil encantos

 

Além de visitar todas os pontos turísticos da cidade, ainda sobrou um tempinho para ir na icônica Lucha Libre e ver maravilhas da arquitetura contemporânea como o Museu Soumaya.

Lucha Libre / Museou Soumaya
Arquitetura Sustentável

SEGUNDA PARADA:Teotihuacan – Pirâmides

Em busca das civilizações que construíram o México, comecei pelo que que hoje é conhecida como o local de muitas das pirâmides mesoamericanas mais arquitetonicamente significativas construídas na América pré-colombiana: Teotihuacan.

A 48km da Cidade do México, no atual município de San Juan Teotihuacán, no estado do México, Teotihuacan, foi um centro urbano da Mesoamérica pré-colombiana.

O sítio possui um urbanismo sofisticado. A estrutura da cidade reflete a inteligência e força do povo.Muito antes de os astecas chegarem ao Vale do México, Teotihuacan era o centro de um império sem rivais na região. No seu apogeu, entre os séculos 3 e 7 da nossa era, a metrópole chegou ter 200 mil habitantes, uma população urbana sem paralelo em qualquer outro ponto do mundo naquele tempo.

Ali encontramos duas pirâmides. A Pirâmide do Sol é a terceira maior do mundo e foi construída no século II d.C. Tem 225m de lado e 65 de altura. A outra, a Pirâmide da Lua, por mais que seja menor que a do Sol, tem o vértice na mesma altura visto que está localizada em um terreno mais elevado. Tem 45m de altura e junto e desde a sua base, inicia-se o percurso da Calçada da Morte. Além das pirâmides, o sítio arqueológico guarda muitos outros mistérios como o Palácio Quetzalpapalotl, a ruína das casas e labirintos. Outra curiosidade é que em 1998 foram encontrados vestígios humanos e oferendas na Pirâmide da Lua.

Diz a lenda que a pirâmide da Lua suga a energia das pessoas e a do Sol, revigora. Com certeza, fiquei uns minutinhos a mais lá em cima na pirâmide do Sol para voltar cheia de boas energias!

Pirâmide do Sol e da Lua

TERCEIRA PARADA:Cancun – Chichen Itza

Para fechar com chave de ouro, alguns dias na maravilhosa cidade de Cancun. Projetada especialmente para ser um dos maiores pontos turísticos do México, teve sua fundação em 1970 e atualmente, nos cerca de 22km de prais de areia fina a península é diariamente visitada por milhões de turistas.

Além das belezas naturais, Cancun conseguiu preservar suas belezas naturais e sua cultura ancestral, representada principalmente em cidades maias, como Tulum, Uxmal ou Chichén Itzá, fundadas no período pré-colombiano.Os maias foram uma das principais civilizações pré-colombianas e formaram uma sociedade dinâmica, com conhecimentos extensos da matemática e arquitetura à astronomia. Seu domínio se estendeu por territórios que hoje formam a América Central e pela Península de Yucatán, a ponta caribenha do México, cuja porta de entrada é Cancún. Alguns dos maiores sítios arqueológicos com ruínas e pirâmides dessa civilização estão em terras mexicanas.

Um desses sítios são as ruínas da cidade de Chichén Itzá  que era um dos maiores centros urbanos dos maias.A principal atração é a grande Pirâmide Maia, denominada de El Castillo, é o Templo de Kukulcán, o Deus maior dos maias. Fica sitiada no centro da cidade maia e possui 30 metros de altura.Simplesmente maravilhoso. Não é a toa que Chichén Itzá foi eleito em 2007, pelos organizadores da campanha New7Wonders, uma das novas sete maravilhas do mundo.

Pirâmide de Chichen Itzá

Ao me despedir do México me restou mais um aprendizado, a de que as culturas que construíram estes locais tinham como objetivos norteadores das suas obras e estilo de vida o respeito pela natureza e por tudo o que ela pode nos propiciar .Não estamos falando de religião, ou culto, mas sim de algo maior que nós, que somente a natureza pode nos mostrar, algo que podemos além de tudo sentir!

Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.

Acessibilidade e Ergonomia: Pense nisso

Acessibilidade? Não, eu não preciso pensar nisso agora querido arquiteto.

Por que me preocupar agora com questões de tamanho de portas, escadas ou acessos da minha casa se estou em perfeita forma físicas,  na flor da idade, com apenas 34 anos e estou com toda a disposição possível? Vamos para o próximo assunto…..

É assim que você reage quando o assunto acessibilidade é abordado? Ainda acha que é um assunto abordado só com pessoas idosas ou com mobilidade reduzida? Hum, hora de repensar.

Segundo a NBR 9050: Norma Técnica para acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos “Pessoa com mobilidade reduzida é aquela que, temporária ou permanentemente, tem limitada sua capacidade de relacionar-se com o meio e de utilizá-lo. Pode ser pessoa com deficiência, idosa, obesa, gestante ou fraturada, incluindo também pessoas fora do padrão antropométrico médio, além de crianças até seis anos e do idoso regular acima de 60 anos de idade.”

Vamos relembrar alguns pontos da sua vida.

Você nunca caiu de bicicleta?

Nunca teve cãibras incontroláveis?

Nunca teve um pequeno corte na mão que impossibilitou alguns movimentos?

 

Quem nunca se machucou? Acessibilidade é para todos os momentos da vida.

Fonte: Banco de Imagens Google

 

Então. Todos esses são pontos que podem restringir temporariamente o desempenho de uma função ou atividade no nosso dia-a-dia e se nossos ambientes não estiverem pensados para eventos casuais como estes podem criar barreiras físicas que dificultem ainda mais nosso dia.

Para clarificar, barreira física (ou arquitetônica) é qualquer elemento natural, instalado ou edificado que impeça a aproximação, transferência ou circulação no espaço ou equipamento. Não entendeu?….que tal assim: Sabe aquele desnível incômodo de um ambiente para o outro que você sempre tropeça? Ou aquele armário aéreo que você sempre bate a cabeça quando está arrumando a cozinha? E aquela pia baixinha ou muito alta que dá uma dor nas costas sem igual depois de lavar alguns pratos?? Então, todos esses “desconfortos” são consideradas barreiras físicas.

 

 

Dores nas costas são uma das mais comuns reclamações quando o mobiliário não se ajusta ao nosso corpo.                                                Fonte: Banco de Imagens Google


Com o desenho universal pensamos em 
formas de possibilitar o baixo esforço físico, e como podemos utilizar nossos espaços e objetos de forma confortável e com o mínimo de fadiga. Finalmente, pode prover dimensão e espaço apropriados para o acesso, o alcance, a manipulação e o uso, independentemente do tamanho do corpo, da postura ou mobilidade do usuário.Quando projetamos uma casa, um escritório ou até uma cidade, utilizamos o que chamamos de Desenho Universal. As regrinhas contidas nesse conceito visam atender à maior gama de variações possíveis das características antropométricas e sensoriais da população, dessa forma podemos minimizar riscos e consequências adversas de acidentes não intencionais para quem for que utilize o espaço, independente da condição física da pessoa.

Outros dois conceitos muito importantes são a ergonomia e a antropometria. A ergonomia é uma ciência que estuda a relação do homem com os equipamentos que utiliza, com vistas ao aumento da eficiência e à redução de desconfortos, aperfeiçoando seu desempenho, por exemplo, a cadeira que utilizamos todo dia no trabalho, ou a altura da mesa do nosso computador, ou até mesmo o tipo de piso utilizado nos ambientes de circulação de um escritório. Já a Antropometria é o estudo da forma e do tamanho do corpo humano.

Ergonomia na cozinha
Fonte:http://www.arquidicas.com.brergonomia-da-cozinha


Qualquer espaço, mobiliário ou equipamento especificado de acordo com a norma, aplicados e dimensionados com cuidado e bom senso, certamente garantirão maior amplitude de uso a diferentes padrões antropométricos, determinando maior bem-estar, melhor qualidade de vida e inclusão social.
Por isso é tão importante que seu arquiteto utilize a norma NBR 9050 e os conceitos do desenho universal em seus projetos.

Cobre esse conhecimento do seu arquiteto. E lembre-se, apoiar questões de acessibilidade na sua cidade com certeza trará benefícios enormes para todos, pois à medida que houver efetiva acessibilidade nas cidades, mais pessoas com mobilidade reduzida serão qualificadas para assumir os postos de trabalho disponíveis no mercado, havendo efetiva inclusão social e profissional.

Fontes: NBR 9050: Norma Técnica para acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos 

Construímos seus sonhos, sustentamos seu futuro.

Daniela Manosso Bampi é arquiteta LEED GA. Graduada pela Universidade de Caxias do Sul e Pós Graduada em Construção Sustentável pelo INBEC.